Pura Malícia - Crítica no blogue As Histórias de Elphaba

Hilariante é a primeira palavra que me vem à memória quando recordo a leitura e os fantásticos pormenores que constituem Pura Malícia.

Este foi, até à data, o livro de Jill Mansell que maior capacidade teve de me divertir e no final deixou-me sem dúvida a suspirar, por mais!

O amor é a palavra de ordem neste romance surpreendente onde a autora uma vez mais dirige de forma magistral diversas vidas díspares com um único objectivo comum, encontrarem a felicidade. Com uma escrita leve e há vontade na criação de laços, este novo título vem reafirmar o motivo por que Jill é adorada e considerada uma das favoritas no género comédia romântica.

Imperdível, esta narrativa conta-nos como Guy, Maxine, Janey entre muitos outros se cruzam e permitem que o acaso mude os seus destinos, e seja através de uma coincidência ou apenas por pura determinação, o amor, seja ele de que forma for, prevalecerá enternecendo corações de todas as fachas etárias e económicas.

Guy, o nosso protagonista é um verdadeiro cavalheiro, moderno e bem-sucedido esta personagem trás à história os contornos de uma viuvez prematura e a desenvoltura necessária para criar dois filhos menores, tentando pelo meio não os desiludir e ser feliz em mesma medida, o que não é fácil mas é, sem dúvida, um cenário digno de ser apreciado.

Maxine é a típica jovem em busca do sonho americano, e que sorte a sua! Guy é solteiro, mora perto e precisa de uma ama para os seus filhos. Esta protagonista irá por à prova o significado de malícia, com uma personalidade mordaz é um verdadeiro íman para o leitor, marcará pela diferença.

Janey é uma mulher comum, tremendamente comum quando se tem Maxine como irmã, ela é a guerreira da nossa história e aquela com que muitas mulheres se identificarão, não nos seus dramas, mas nas dificuldades em supera-los. Quer seja pela baixa auto-estima ou pela modéstia, ela criará empatia como por magia e será impossível largar a sua história.

Estas e muitas outras personagens farão as delícias dos leitores de Pura Malícia que se reencontraram com toda a certeza em algum dos pontos desta história que, apesar de descontraída, aborda temas muito proeminentes. A morte, a perda, o abandono são disso isso exemplo e a magnificência de Jill Mansell está na forma desinibida com que nos apresenta estes dramas abrindo sempre uma divertida janela num futuro em que só a morte não tem solução.

Algo que me agradou particularmente foi as personalidades dos filhos de Guy, Ella em particular, que me arrancou gargalhadas inesquecíveis, mas como ela muitos outros momentos são proporcionados por esta autora que não se coíbe de colocar os seus personagens nas mais caricatas situações subjugando-as aos desígnios da paixão.

Resumindo, este foi para mim o melhor livro da autora até a data, pelas suas personagens, pelas suas virtudes humorísticas e admito, também pela capa que está maravilhosa, bem como todas as outras novas reedições. Esta foi também a obra que abordou temas mais apelativos e que conseguiu surpreender-me até à última página deixando em mim uma imensa saudade da sua escrita.

Como já vem sendo hábito, e desta vez mais ainda, esta foi para mim uma leitura gulosa e voraz, uma verdaeira fonte de entretenimento inesgotável que, tenho a certeza, preencherá as medidas de mulheres de todas as idades. Jogando e brincando com o destino - desengane-se quem acreditar adivinhar o final deste livro pois este é realmente surpreende - na escrita de Jill Mansell tudo pode acontecer.

Um livro imperdível, que recomendo efusivamente a qualquer leitora ou leitor que não se prive de encontrar na leitura uma fonte de emoção e sorrisos para o seu dia. Um livro Edições Chá das Cinco com o carimbo do Grupo Saída de Emergência que não poderia faltar na minha estante.

Publicado em 1 Dezembro 2011

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