"A Cruz de Morrigan" - Crítica no blogue Segredo dos Livros

Após tantas promessas, eis que me decidi a ler um livro da conceituada Nora Roberts.
"A Cruz de Morrigan" destina-se aos fãs de NR do mundo fantástico, mas sem descurar a faceta romântica que tanto caracteriza esta autora. Tudo começa com um narrador, um contador de estórias que nos relata este mundo novo...
O mundo está em mudança e o Apocalipse aproxima-se. Está na mão de seis pessoas, escolhidas pela deusa Morrigan, deter a intolerável e cruel rainha dos vampiros, Lilith. Hoyt e Cian, dois gémeos de século XII... um feiticeiro, outro... vampiro, transformado pelas mãos da própria Lilith. Hoyt é o primeiro a ser recrutado por Morrigan que o transporta para o mundo contemporâneo. A ele se juntam a bruxa Glenna, a princesa Moira, uma intelectual e destemida arqueira e o seu primo metamorfo Larkin, bem como Blair, uma caçadora de vampiros que tem mais em comum com Hoyt e Cian do que seria de esperar. São estes seis humanos e Cian que se preparam, pormenorizadame nte, para o maior e mais perigoso dia das suas vidas... ou para a morte! Tenho a dizer que me encantei com todas as personagens deste livro. Cian, o vampiro milenar, é fascinante, tanto pela sua humanidade, como pelo seu lado sombrio e misterioso. Embora seja uma personagem cliché, um vampiro "romantizado" e atormentado, ao estilo de muitos outros seres mitológicos que nos são dados a conhecer na actualidade, cativa pela sua imprevisibilida de e pela sua possível redenção. Hoyt, embora mais sério que Cian, é claramente o mais "fraco", e não o digo de forma pejorativa, pois, embora seja menos interessante que o seu gémeo, não deixa de ser um elemento essencial na acção e dotado de um enorme sentimento de dever, assim como de um amor incansável por Glenna.
Glenna, a bruxa do mundo contemporâneo, é a personagem mais divertida da trama. Consciente do seu poder e muito segura de si, cedo atrai a atenção do feiticeiro e, daí, resulta uma bela estória de amor. Sendo deveras poderosa e a "mulher da casa", Glenna assume um papel de liderança, com a sua personalidade forte e carácter notável. Moira, a princesa de Gaell, uma pequena mas capaz mulher! Embora pouco dotada na luta corpo a corpo, é intelectualment e muito avançada e dona de um bom coração. Não sendo uma personagem de grande destaque, não consegui identificar-me com ela, embora seja de uma ternura notória. Com Moira, veio o seu primo Larkin. Larkin é um metamorfo, tem a capacidade de se transformar em seres vivos, desde que seja essa a sua vontade. Um grande guerreiro em evolução, pronto a defender os seus. De grande honra e muito interessante, pela sua peculiaridade. Após a morte de King, o protegido de Cain, que se pensava, até então, ser o guerreiro do grupo, surge Blair.

Blair vem de uma família de caçadores de vampiros, cuja origem remonta ao século XII, havendo uma relação com os gémeos Hoyt e Cian. Sendo a melhor no seu trabalho, Blair vem treinar o pequeno grupo, espetar umas estacas sem dói nem piedade!
"A Cruz de Morrigan" não é uma leitura inovadora e cai em diversos lugares-comuns, mas é divertida e cativante, tanto pela escrita brilhante de Nora Roberts, como pelo enredo fascinante e pelas personagens intrigantes e cativantes.
Para os amantes de fantasia com romance q.b., este livro é perfeito!

E sendo uma leitura leve, não poderia ter começado melhor a primavera de 2012!
Uma estória bem elaborada, com personagens à sua altura, como esperava de uma autora tão aclamada, como é Nora Roberts.

Publicado em 10 Abril 2012

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