A Esposa Minúscula - Crítica em Tempos de Ler

Sempre gostei de livros que conferem profundo significado ao que me parecia ao início apenas pura loucura.A Esposa Minúscula é um desses livros: oscilando entre a tragédia e a comédia, o lógico e o absurdo, acaba por nos oferecer uma grande diversidade de temas e camadas a explorar.

Tudo começa quando, no assalto a um banco, o curioso ladrão leva de cada um dos clientes o objecto com mais significado para eles…Mas o que já era de si estranho torna-se ainda mais excêntrico quando este mesmo ladrão faz saber às suas vítimas de que leva consigo, na realidade, 51% da alma de cada um. Sendo esta orgânica - algo vivo que deve ser constantemente alimentado - cada um terá que encontrar maneira de recuperar a sua alma enquanto lida com as situações mais bizarras. Além das histórias individuais de cada cliente do banco temos a história da esposa do narrador que começa a encolher progressivamente e que desaparecerá por completo caso este efeito não seja contrariado.
 
Os episódios são tão estranhos e imaginativos que me custou mais do que estava à espera a entrar na história mas, uma vez lá dentro, a leitura tornou-se extremamente prazerosa!
 
Quase como um conto de fadas moderno, A Esposa Minúscula mostra-nos como devemos estar atentos ao que é realmente importante na vida e a não tomar nada por garantido. No caso específico da esposa que encolhe, vemos a importância do amor e como este exige trabalho e esforço.
 
Este é um daqueles livros em que passamos mais tempo a pensar no significado do que lemos do que propriamente a lê-lo - o seu tamanho reduzido e fluidez da prosa tornam a leitura muito rápida. No meu caso, durou uma tarde…uma tarde muito bem passada!
Publicado em 19 Maio 2014

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