A Jornada do Assassino - Crítica no blogue ler y Criticar

Este livro deixou-me uma mistura de sensações: por um lado quero rapidamente acabar a saga, por outro parece que já sinto saudades por estar quase no fim. É um caso raro uma saga conseguir prender-me desta forma, mesmo ao fim de 9 livro já lidos, se tivermos em conta a saga anterior.

Neste 4º e penúltimo volume, a autora prepara tudo mas não nos oferece nada de conclusivo. O que quero dizer com isto é que vemos, sem grande dificuldade, a autora a preparar, com pequenos detalhes, o que irá acontecer no fim. Nota-se em alguma falas, em alguns olhares, em alguns pensamentos, e vemos que existem tantos fatores que podem decidir e tantas perguntas sem resposta... porque a autora está a guardar tudo para o fim sem que a viagem até lá seja frustrante.

A escrita da autora é a que já conhecemos. Vai ao detalhe, principalmente na construção das personagens, acelerando e diminuindo em certas ocasiões. No geral, este é um livro com um ritmo mais elevado do que o normal na saga, diminuindo em duas ocasiões, onde acho que a autora nos quis obrigar a não esquecer tal momento, para depois, no futuro, tal ser importante.

Sobre as personagens não há muito a dizer. Todas vão no sentido que esperava, mas existem três que ganham maior destaque e que se desenvolvem bastante: Teio, Urtiga e Veloz. Menciono-os porque acredito que venham a ser muito importantes. Neste desenvolvimento a autora não foge ao seu estilo e nenhuma me parece incoerente. O mundo também está agora mais exposto com a viagem do Príncipe a abrir a narrativa a novas culturas, no entanto o vislumbre é rápido e parece-me que a autora não nos quer dispersar quando há tantas questões ainda sem resposta. Aliás, Hobb faz questão de, muito indiretamente, nos mostrar todos aqueles pontos que nós queremos resolvidos.

Sobre Fitz não há muito a dizer. Gosto da personagem pelos sacrifícios que faz, mas principalmente pelas falhas que tem, sendo que a autora nos conseguem explicar o porquê das suas más decisões, e isso é muito importante, pois retira a sensação de que algo que corra bem ou mal, tenha sido forçado. Devo ainda salientar a personagem Obtuso. Para mim é uma das melhores e das que está melhor construída. Está bem explorada e apresenta detalhes que me surpreenderam, não por serem detalhes importantes, mas porque não o são, e mesmo assim a autora apresenta-os por forma a tornar a personagem mais coesa e preparando-a para o futuro, para que depois não se estranhe alguma reação da personagem.

Estou a escrever esta opinião e só me aparece partir já para a leitura do próximo livro. Esta saga é mesmo um caso raro na forma como me agarra e me obriga a não parar de ler. Onde está o seu segredo? Em vários fatores. Em primeiro lugar há ainda muito a explicar mas nota-se que a autora terá resposta a tudo. E em segundo são as personagens, e para mim este é o fator mais importante. Hoob conseguiu que me preocupasse com Fitz, com Breu, com Obtuso, etc... que sorria quando vencem, que fique triste quando perdem, e tal ligação não é fácil de se conseguir pelo papel a partir do momento em que o leitor passa quela fase mais mágica da adolescência. Se o final for tão bom como eu espero, seja ele alegre ou cruel, esta saga será memorável, porque a verdade é, que em 9 livros, ainda não tenho nada a apontar (a não ser o ritmo baixo mas que também oferece qualidade)!

Hobb fez um trabalho fantástico até agora! A pessoa que me aconselhou a começar esta saga disse-me: "não vais conseguir parar de ler..." e acertou. Vamos ver se o fim me faz sorrir...

Assim que acabar o próximo livro, deixo aqui a minha opinião, e ainda um olhar mais aprofundado a toda a saga.

Publicado em 24 Maio 2013

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