A Psicologia do Amor - Crítica no blogue Silêncios que Falam

São vários os psiquiatras que escrevem livros de ficção e não-ficção pelo mundo fora: Dr. Brian Weiss, Dr. Augusto Cury, Dr. Daniel Sampaio, etc. O americano Irvin D. Yalom (n. 1931) é formado na mesma especialização médica que estes doutores que citei e é autor de diversos best-sellers de enorme sucesso em todo o mundo, como por exemplo Quando Nietzsche Chorou. Em A Psicologia do Amor são contadas as histórias de dez pacientes que estiveram no consultório de Yalom, sob a sua alçada terapêutica. Será que ao fim das sessões de terapia com o experiente doutor os pacientes melhoraram?

Os complexos casos clínicos — histórias verídicas mas com alterações para proteger a identidade dos pacientes — apresentados neste livro ilustram as lutas dos pacientes contra problemas como solidão, auto-desprezo, enxaquecas, complusões sexuais, obesidade, depressão, luto crónico, etc.

Além dos casos de Carlos, Betty, Penny, Elva, Marie, Dave, Saul, Marge e Marvin, que o doutor, usando um estilo de escrita afiado prende a atenção, a história da paciente Thelma é a que mais se destaca (além de ser a primeira história do livro é a que mais páginas detém da obra). Thelma há oito anos tivera um caso amoroso com um psicoterapeuta e desde então vivia maniada com ele, tendo por várias vezes tentado o suicídio. Um caso de paixão não correspondida. A paciente na primeira consulta afirmou: «o doutor é a minha última esperança». Através do conhecimento das frustrações, medos, ânsias e historial familiar de Thelma, o médico fez ver à paciente que o amor que ela nutria pelo ex-psicoterapeuta era uma escapatória, um escudo que a protegia do envelhecimento e da solidão. Fez ver a Thelma que esta tinha “ancorado” há oito anos num mar-morto, onde não circula boa energia e por isso a sua vida estava estagnada.

São dez histórias, são dez lições. O autor é um talentoso e divertido contador de histórias, ao mesmo tempo engraçado e perspicaz, e é por isso que A Psicologia do Amor é de leitura célere, pese embora as suas 288 páginas. Para quem gosta dos livros de Brian Weiss, este livro é imperdível.

Por fim, uma citação de Irvin D. Yalom: «Enquanto estivermos convencidos de que os nossos problemas são provocados por forças ou entidades exteriores, a terapia não tem qualquer influência.» (p. 24)

Publicado em 17 Julho 2013

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