A Redenção de Gabriel - Crítica no Tertúlias à Lareira

Já terminei esta leitura à vários meses, já tinha a opinião alinhavada desde essa altura, mas o tempo é pouco e fui deixando andar, ficando esta opinião a "marinar" na gaveta.

Como vocês sabem, e podem ver nas respectivas opiniões, adorei os dois primeiros livros desta trilogia: " O Inferno de Gabriel" e "O Êxtase de Gabriel". Adorei o primeiro livro, gostei ainda mais do segundo, fiquei totalmente apaixonada pelos personagens, pela forma de escrita de Sylvain Reynard, e por todo o conteúdo de background à história de amor de Julia e Gabriel. Por ter gostado tanto de ambos os livros, elevei a expectativa para o término da trilogia esperando um final quase apoteótico...no entanto isso não aconteceu.

Gostei desta leitura, bastante aliás, e não defrauda em nada a trilogia, mas esperava algo diferente, mais emocionante. Este livro é bastante previsível, tendo menos sensualidade e tendo menos referencias a Danta, que era um dos meus pontos preferidos nas leituras anteriores. Não deixa de ser uma leitura viciante e com um ritmo alucinante, onde alguns pontos soltos se juntam, formando finalmente o puzzle completo.

Após o amor e todos os contratempos, Julia e Gabriel estão, finalmente...casados. Mas como sempre, este não é um casal normal, pelo que o seu casamento também não o será. A tranquilidade dura apenas na lua de mel. Quando regressam, o passado de Gabriel, o futuro de Julia, e os "maus da fita" unem-se todos para apimentar o último livro desta história.

Apesar de não ter sido o meu favorito, e de o final não me ter arrebatado tanto quanto expectei, este livro tem alguns pontos fortes. Julia torna-se uma mulher forte e mais confiante do que nos livros anteriores, encarna o papel de Senhora Emerson, sendo ela o pilar mesmo quando tudo parece ruir.
Gabriel, continua a ser bastante inconstante, sendo que nesta leitura se torna mais complexo. É um homem inseguro e que vive atormentado pelo seu passado. Neste livro este personagem tem maior destaque, em especial devido à sua luta interna, e ao caminho que percorre até encontrar a sua redenção. Um personagen complexo, completo, volátil, invulgar e apaixonante.

Atrevo-me a dizer que este livro é mais calmo e mais "normal", tentando transparecer mais a vida de casal com alguma "tranquilidade" aparente.
Neste livro Sylvain Reynard reintroduz diversos personagens, dando-lhes um final, através de diversos episódios, nos quais se atam as pontas soltas e "os bons vencem os maus".
Sylvain mostra grande mestria na forma como articula toda a informação e como, no final de três livros, complementa tudo.

Uma trilogia que aconselho a todos, fãs deste género de livros, atrevam-se, porque não se vão arrepender.

Publicado em 22 Outubro 2014

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