A Tormenta de Espadas - Crítica no blogue Morrighan

Voltar a Westeros é sempre sinónimo de uma nova aventura (ou várias) cheia de reviravoltas, emoções e adrenalina. George R.R. Martin não se poupa, nem aos seus leitores, às peripécias de um reino cheio de reis e de ao mesmo tempo sem nenhum realmente digno desse título. E enquanto os nobres se vão preocupando com a conquista do reino em si, para lá da Muralha as movimentações vão sendo cada vez maiores e os Outros estão cada vez mais activos. O Inverno está a chegar e não promete nada de bom.
A Tormenta das Espadas traz vários desenvolvimentos que irão deixar o leitor tão estupefacto como ansioso pela sua continuação. Em relação à história não vou adiantar mais nada em relação ao que está na sinopse, mas quanto às personagens tenho algumas coisas a dizer, principalmente no que toca à mudança de sentimentos em relação a alguns.
A empatia com os protagonistas é parte fundamental na leitura de uma obra. N'As Crónicas de Gelo e Fogo tenho assistido a tantas surpresas, revelações e choques que por vezes me levam a repensar a minha posição em relação a algumas delas. Se no início de mal suportava Jaime Lannister, ainda por cima depois do que fez a Bran, a verdade é que Martin neste livro mostra-nos todo um outro lado dele. Em relação a Jon Snow sinceramente neste momento só sinto... pena? Não sei bem. Robb tem subido bastante na minha consideração e Sansa tem mostrado alguma evolução apesar de continuar irritante. Arya mantém-se como aquela por quem todos os leitores irão torcer e Bran parece-me que ainda anda a tentar encontrar a sua própria identidade. Daenerys está cada vez mais senhora de si mesmo e estou a adorar a forma como ela persegue os seus objectivos.
A nível de acontecimentos marcantes, falta deles é coisa que este volume não tem. Dany começa finalmente a compor o seu exército, ligações entre diferentes casas irão ser firmadas, mesmo as mais imprevisíveis, e com consequências ainda por serem reveladas. São várias as perguntas que se vão formando na mente do leitor à medida que a intriga se adensa. As movimentações dos diferentes aliados, a constante ameaça dos Outros, enfim, tanta coisa a acontecer em simultâneo deixando-nos completamente estonteados.
Como sempre a escrita de Martin tem o poder de nos deixar hipnotizados e o ritmo que impõe na história não dá descanso. Há cada vez mais mistério, mais ansiedade e tremenda expectativa para com o que está para vir. Não tenho dúvidas que o autor ainda nos vai surpreender muito, talvez até demasiado! Uma leitura vertiginosa e emocionante que nos absorve completamente.

Publicado em 19 Agosto 2013

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