Acácia A União Sagrada - Crítica em Uma Biblioteca em Construção



A saga "Acácia" está perto do fim. A União Sagrada é a primeira metade do último livro de David Anthony Durham sobre esta história que tanto me está a cativar e continua a surpreender. Afinal, quando achava que já tinha uma ideia bem fundamentada sobre este mundo, eis que surgem novas informações que alteram a minha percepção sobre o que aconteceu e o que pode ainda vir aí.

O relato deste livro é iniciado no seguimento do que foi apresentado no livro anterior, O Povo das Crianças Divinas. Continuamos a acompanhar o ponto de vista de diferentes personagens, sendo dado maior destaque aos três irmãos Akaran, Corinn, Mena e Dariel. Contudo, existem outras figuras cujos relatos são bastante relevantes para percebermos a complexidade deste mundo, uma vez que nos são apresentadas diferentes lados de uma intriga e de uma guerra que está no seu prestes a acontecer.

Neste volume, Corinn, Mena e Dariel mantêm-se afastados. Continuo a achar Corinn uma das figuras mais interessantes desta saga, apesar de não concordar com o caminho que seguiu e com os seus ideais. Porém, ela intriga-me pela poder que detém e pela personalidade que tanto sugere uma rainha poderosa como uma mulher insegura. Adoro os capítulos de Dariel, mais pelo que lhe está acontecer do que pela sua personagem. Neste livro, fiquei muito admirada com algumas revelações que lhe foram feitas assim como pela importância crescente do seu papel para o desenrolar dos acontecimentos. Mena já foi uma das minhas personagens preferidas, mas agora o seu lugar foi tomado por outras. Isto pode ter acontecido por a achar demasiado perfeita, o que faz com que ela acabe por ser previsível. Contudo, envolve-se em situações bastante emocionantes.

Surgem novos elementos que são um verdadeiro deleite para os leitores que ficaram fãs desta série com os livros anteriores. Não quero falar demasiado sobre eles pois estaria a revelar surpresas e a estragar a vossa experiência de leitura. Porém, posso dizer que fazem pensar sobre consequências de acções e sobre os efeitos colaterais do uso de forças ou poderes que não são completamente compreendidas. Para além disso, este livro volta a tocar no tema família e faz pensar se a história dos nossos antepassados nos define ou se devemos confiar cegamente naqueles com quem temos ligação de sangue.

É interessante verificar que para a trama avançar é necessário compreender o passado. Como tal, são feitas algumas revelações muito interessantes. As lendas acabam por revelar-se mais do que aquilo que sugerem e a história que até então era conhecida apresenta erros. Como tal, a ideia que tínhamos sobre certos aspectos deste mundo são alterados, a Canção de Elenet ganha um novo significado, a nossa percepção sobre os Santoth é alterada e o bem e o mal passam a estar cada vez mais indistintos.

Apesar de esta ser uma leitura que muito me agradou, devo confessar que nem sempre foi fácil de fazer. Afinal, já passou algum tempo desde que li o volume anterior desta saga e desde então muitos outros livros foram lidos. Como tal, não foi fácil recordar todas as personagens e locais mencionados. Houve momentos em que tive de parar para perceber quem eram aquelas pessoas ou a razão de certo local ser tão relevante. O livro tem um mapa que pode ajudar em alguns momentos, mas há locais que não estão assinalados. Também teria sido bom haver um anexo com os nomes das personagens para facilitar a leitura. 

Terminada a leitura, surge uma certa frustração. Para além de finalmente ter conseguido encontrar o meu ritmo de leitura ao conseguir todas as ligações que estavam um pouco esquecidas, devo ainda dizer que o final apresenta um momento muito emocionante. Agora, resta-me esperar pelo derradeiro volume desta saga para ficar a conhecer o desfecho desta saga. Estou ansiosa!

Publicado em 13 Outubro 2014

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