Amor em Quarto Crescente no blogue Bran Morrighan

Sherrilyn Kenyon, a rainha do paranormal. Desde o primeiro dia em que a li, em Janeiro de 2010, que fiquei com a sensação que estava perante uma das escritas com maior desenvoltura e inteligência na forma como apresentava e fazia evoluir tantos os personagens como o enredo global que os vais ligando uns aos outros. Sendo este o décimo oitavo romance que leio dela, já bateu qualquer record de autor mais lido por mim e nem sempre sou uma leitora fácil. Mais, acho que manter uma linha condutora durante quase duas dezenas de livros não é para qualquer um. É também a única série de romance feminino e sensual que verdadeiramente me prendeu desde o início. Dado que comecei umas quantas, principalmente durante a febre dos romances sensuais, penso que é dizer muito. Pelo menos para mim. Claro que tenho um lado muito suspeito, todos estes livros têm como base uma forte componente mitológica, mas acima de tudo é guiada pela esperança através da tragédia. Sim, admito que também eu tenho uma dessas veias tão sonhadoras que por vezes acreditam que o amor verdadeiro supera tudo. Ou não! Eheh, mas nestes romances, verdade seja dita, as personagens femininas são tudo menos mulherzinhas frágeis e solitárias, sendo antes senhoras do seu destino. O que me agrada. O estereótipo de rapariga frágil que precisa de quem cuide dela e a sustente nunca foi o meu género e aqui encontra-se um bom balanço no que toca a forças e a fraquezas entre protagonistas femininos e masculinos.

Neste Amor em Quarto Crescente temos como protagonista um Predador do Homem, Fang, que é um lobo Katagari, com o qual já nos cruzámos pelo menos no livro sobre o seu irmão, Vane. Aliás, esta é uma história que ao longo das suas páginas vai passando por vários outros livros anteriores, tocando levemente em pormenores que reavivam e unem tantos outros enredos que nos passaram pelos olhos em tempos passados. A personagem feminina é Aimee, também ela Predador do Homem, mas de uma raça diferente, uma ursa Arcadiana. Para quem não conhece esta mitologia, explicando muito rapidamente, estes são dois tipos de Predador do Homem dados como incompatíveis. A junção das raças não só é repudiada como ainda pode dar origem a grandes guerras. Já estão a imaginar o cenário não estão? Mais um amor impossível que Sherrilyn Kenyon apresenta com tanta mestria, ao mesmo tempo que coloca em marcha novos acontecimentos. O caminho que Aimee e Fang vão percorrendo é tudo menos fácil, com muitos sacrifícios pelo caminho, e são de louvar os valores familiares, de amizade e amor que vão sendo demonstrados.

Eu acho que me deixo viciar tanto nestes livros precisamente por ter tanto de humano numa trama tão sobrenatural. E depois a acção tem um ritmo tão frenético que virar página após página torna-se obrigatório. Devo ter lido este livro em duas vezes e só não li de uma vez porque iniciei a leitura à noite e convinha dormir umas horas. Voltamo-nos a cruzar com Acheron e com a bela Simi, continua a intriga constante sobre Savitar, mas é quando estamos na mente de Fang e de Aimee que o verdadeiro toque de midas se dá. O único problema deste livro é que não pode ser lido de forma isolada. Como disse anteriormente, o livro toca em vários outros, como a história de Vane ou Wren, e nem sempre é bem claro a que ritmo, espaço temporal, estamos. Ou seja, se nunca leram Sherrilyn Kenyon não comecem por este, pois o mais provável é ficarem muito confusos. Eu própria tive breves momentos em que tive de puxar por toda a minha memória para compreender na totalidade quem o quê e porquê naquele momento. Não obstante, eu gostei imenso da leitura e ouvi dizer que o próximo é sobre o Nick! Que bom que a Saída de Emergência não desistiu desta série, é mesmo só pena que o tempo entre publicações seja tão longo :) 

Publicado em 1 Setembro 2016

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