Antes Bruxa que Morta - Crítica no D311nh4

Esta coleção fica cada vez melhor a cada livro.
Gosto de um ambiente mórbido e assustador neste género de fantasia urbana e Kim Harrison consegue-o com a personagem demoníaca Al - como a Rachel o trata. Sente-se aquele friozinho no estômago nestas passagens, pois há ali a maldade pura, sem moral, impetuosa, e Rachel tem de lidar com ele, quer queira, quer não. Tem sido uma grande valia a esta coleção, a presença constante dos demónios, que de fofos e atraentes nada têm. Temos aqui, pelo menos neste campo, um pouco de terror à old fashion way.  Ivy também traz momentos de tensão à narrativa, pelo seu temperamento tempestuoso e imprevisível. Uma personagem muito bem construída, que deixa sempre muitas perguntas ao leitor pelas atitudes que tem. É difícil decifrar Ivy e saber o que se pode esperar dela. Jenks, por sua vez, é aquele que traz os momentos de humor. É uma personagem bastante querida pelos leitores e senti imenso a sua falta neste volume. A história do milionário Kalamack começa a desenrolar-se. Os segredos escapam-se pouco a pouco e uma nova personagem promete um papel mais relevante no futuro. Quanto à Rachel, a protagonista é simplesmente genuína.Começo a ter realmente pena dela, pela sua impulsividade. Ela é tão natural e corajosa na sua idiotice que conquista com muita facilidade. Damos por nós a fazer o "face palm" e a abanar a cabeça num gesto de ternurenta repreensão. Rachel vive o momento e não pesa as consequências dos seus atos. A prioridade é resolver o problema que tem em mãos. Logo, o amanhã da Rachel é pesaroso, preocupante, longo e, por vezes, bastante dorido. Quando não se torna bastante pior do que o hoje. O que me desagradou foi o rumo que o romance levou. Não consigo sentir qualquer química nesta relação e torço para que haja uma reviravolta. Apesar de ele ter sido uma personagem com uma ótima passagem neste volume, mostrando uma faceta sombria, muito diferente do esperado.
Gosto e vou dar continuidade à saga. 
Quero agradecer à Saída de Emergência por, para além de nos dar oportunidade de termos estas brilhantes coleções nas estantes em português, ter respeito pelos seus leitores, Até à data, tem terminado aquilo que começa, não parando de publicar as sagas pela metade, como muitas têm feito.

Publicado em 15 Outubro 2013

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