Artigo na Visão sobre o livro "Viagens da Comida Saudável"

Em Viagens da Comida Saudável, Daniela Ricardo relata as receitas de nove países, incluindo Portugal, e a melhor forma de as adaptar aos produtos locais e às técnicas nacionais

Já passaram doze anos desde que Daniela Ricardo teve o seu primeiro contacto com a comida saudável. No livro que agora edita, Viagens da Comida Saudável (edições Chá das Cinco, pág. 272, €16,90), à venda a 19 de fevereiro, a enfermeira de 39 anos relata as experiências gastronómicas das suas viagens, revelando a passagem, em todos os nove países, pelas casas dos locais onde aprendeu os segredos de receitas antigas de família. No Peru, Brasil, Marrocos, Nepal, Tailândia, Vietname, Camboja e Portugal, o objetivo era aprender a cozinhar as receitas tradicionais e perceber como podia adaptá-las aos produtos e técnicas portuguesas – um dos princípios base da macrobiótica.

 

Quando começou a praticar yoga e, ao mesmo tempo, a tirar o curso de shiatsu, Daniela Ricardo tornou-se mais vegetariana, pois “queria limpar as toxinas do meu corpo e ter mais flexibilidade”. Aumentou o consumo de legumes, introduziu algas, leguminosas e frutos secos na sua dieta, à medida que também reduzia a carne e de peixe. Mais tarde, a enfermeira que trabalha há 19 anos no Instituto Português de Oncologia do Porto em transplantação de medula óssea, percebeu que apesar destas mudanças, aparentemente, saudáveis, não fazia uma alimentação equilibrada. De vez em quando tinha desejos de doces, salgados e até fritos. “Muitas vezes o meu prato não estava completo. Faltavam os cereais integrais, fonte de hidratos de carbono, as leguminosas, como fonte proteica e as fibras e os minerais dos vegetais”. Nessa altura, uns amigos falaram-lhe da cozinha macrobiótica e Daniela Ricardo foi tirar o curso. Hoje em dia, a sua dispensa não passa sem quinoa, millet, cevada, aveia, bulgur e arroz integral, o seu preferido. Para divulgar um estilo de vida mais saudável e equilibrado criou, em conjunto com um amigo, o projeto Ideal Natural. Os workshops, palestras e aulas de culinária em escolas, instituições e espaços de terapias naturais, tornaram-se o braço direito do Instituto Macrobiótico de Portugal, que chegou a abrir uma delegação no Porto, entretanto encerrada.

Há dois anos, com o marido Luís Baião, fundador Zen Family, empresa que organiza grandes viagens por todo o mundo, fizeram-se à estrada para descobrir o que comem e como cozinham outros povos.

Segue-se uma quinzena, em março, no Butão, país onde em vez de Produto Interno Bruto existe Felicidade Interna Bruta. Sabe que cozinham de forma bastante diferente, com 100% de produtos de origem biológica. Está curiosa para perceber de que forma tratam as folhas da planta da pimenta. No próximo livro descobriremos.

Sopa harira

Sopa harira

Em Marrocos aprendeu a fazer a massa da pizza berbere, muito diferente das italianas, pois em vez de usarem tomate e queijo, fazem-na com um estufado com ovo, vegetais e especiarias. A sopa harira feita com carne e especiarias passou a ser um caldo de leguminosas.

 

Gratinado de tofu em cama de quinoa com shiitake

Gratinado de tofu em cama de quinoa com shiitake

Apesar de já cozinhar quinoa, só no Peru aprendeu a cozê-la de forma a deixá-la macia. Em vez de ser em água, eles usam leite, mas como Daniela não consome laticínios (por opção) usa bebida de arroz ou de aveia.

Brigadeiro

Brigadeiro

No Brasil, o doce brigadeiro deixou de ter leite condensado e passou a ser feito com geleia de arroz, frutos secos, ameixas e cacau.

 

Momos

Momos

Do Nepal trouxe a receita de momos, uma espécie de empadinhas cozidas ao vapor com recheios tão diversos como tofu ou vegetais.

Palak Tofu

Palak Tofu

Na Índia aprendeu como se faz palak paneer, um estufado cremoso à base de espinafre a que é adicionado queijo frito. Daniela rebatizou-o de palak tofu, usando grelos e tofu.

 

Rolinhos de massa de arroz

Rolinhos de massa de arroz

A massa de arroz dos típicos rolinhos do Vietname, parecidos com crepes chineses mas mais moles, é o único ingrediente, dos mencionados no livro, que Daniela não consegue encontrar de origem nacional.

 

Sopa Tom Yum

Sopa Tom Yum

A dona de um pequeno restaurante junto ao templo Wat Pho (do Buda deitado), em Banguecoque, na Tailândia, perguntou-lhe se queria a versão para turistas ou a dos locais. Daniela arriscou a típica e não aguentou o picante da sopa tom yum.

Publicado em 3 Fevereiro 2016

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