As Filhas do Graal - crítica no Livros a Doi2

As Filhas do Graal começa por contar a história de Raoul de Montvallant, um católico tolerante, e de Claire, sua mulher. Ambos são jovens e amam-se. A vida deste casal muda quando a igreja católica resolve perseguir e matar os hereges dos cátaros. Bridget, é descendente directa de Maria Madalena, possuiu o dom de cura entre outros dons, e por isso também é perseguida. Os caminhos entre Bridget e Raoul cruzam-se, e Bridget escolhe Raoul, que é um homem bom, para ser pai da sua filha e manter ininterrupta a sua descendência feminina. Começa assim, uma história, que no início parecia apenas uma história romântica, mas que se revela num relato histórico da intolerância religiosa vivida no século XIII, através da perseguição aos cátaros e a todos que ameaçavam o estilo de vida do clero.

Elizabeth Chadwick tem uma escrita simples, mas envolvente, consegue misturar elementos históricos e de ficção de uma forma magnífica. Com a medida certa de descrições nada maçadoras dos acontecimentos, de batalhas e estratégias, e até de alguma violência física e psicológica que me surpreendeu, a autora cria um ambiente para uma história cativante e viciante.

A autora centra-se nas suas personagens e nos seus problemas, criando assim personagens fortes e com características individuais marcantes, com quem facilmente criámos laços de proximidade, e com quem nos envolvemos, vivendo as suas alegrias, dores e perdas. Assim, como existem outras personagens que nos despertam aversão e ódio. E é sempre muito bom sinal quando somos envolvidos nas histórias que lemos.

O enredo deste livro decorre durante quase 40 anos, começando com as personagens Raoul, Claire, Bridget e Simon de Montfort, e acaba com os filhos destes. As vidas de Magda, Dominic e Guillaume estão ligadas, e estão destinados a lutar juntos contra o mal instalado no mundo. Adorei a forma como Elizabeth Chadwick faz passar a resposta para o fim da intolerância, do ódio e da violência, através do amor que nasceu entre Magda e Dominic, um filho do bem e outro do mal,  e que se reflectirmos bem, ainda continua a ser a mesma resposta nos dias de hoje, o Amor.

É um livro com uma boa história, baseado em factos verídicos, com personagens fascinantes, com um pouco de magia e fantasia, que me marcou imenso. Confesso que no início da leitura, pensei que ia ser um livro um pouco aborrecido, mas fui surpreendida, envolvida e convencida. É uma pena que a Editora não aposte mais nesta autora. Gostei imenso deste livro, e posso afirmar que é o melhor que li de Elizabeth Chadwick. Adorei.
 

Nota (escala de 1 a 10): 8
Publicado em 29 Outubro 2014

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