Bruxa e Detetive - Crítica no blogue D311nh4

Este livro supera o primeiro.
Rachel Morgan conhece os seus limites no que toca à sua companheira de casa, Ivy. Mas nem por isso consegue criar uma coexistência pacifica, uma vez que se recusa piamente a submeter-se a espectro de vampiro. Esta amizade é bastante peculiar e ganha pontos pelas oscilações de controlo de Ivy. É sempre um tique-taque nervoso, prever o momento em que a vampira poderá perder o controlo e tornar Rachel sua.
Jenks é o pixie. Nunca pensei gostar tanto deste género de criaturas, que normalmente só atrapalham. No entanto, é Jenks que traz momentos hilariantes de humor com as suas saídas espontâneas e inteligentes.
O "vilão", Kalamack, que, a cada passagem sua, se torna mais interessante, envolve-se num mistério que suscita curiosidade e remete-nos a uma leitura compulsiva. É uma personagem cinzenta, no domínio da imprevisibilidade e que recai tanto para a crueldade, como para uma certa moralidade, induzindo-nos a refletir nas suas ações.
A protagonista roça um pouco o desinteresse, quando comparada com estas personagens secundárias tão bem elaboradas. Porém, mostra alguma perspicácia a lidar com o demónio.
Quanto a este, é simplesmente o ingrediente mais cobiçado, por mim, na obra de Harrison. É arrojado, manipulador, perigoso e, sobretudo, uma surpresa de cada vez que surge.
Kim Harrison constrói vidas pormenorizadas, na voz de Rachel, não omitindo pormenores que nos indicam comportamentos futuros. Neste volume, isso verificou-se bastante, custando até a arrancar com o enredo principal.
A escrita é, como já referi, pormenorizada nas ações, mesmo mínimas, das personagens, mas fluente, de leitura ávida.
Este livro permitiu-me continuar a arriscar na série.

Publicado em 4 Julho 2012

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