Imitação Mortal opinião no Stoneart Books

Os cinco. Os sete. As minhas primeiras paixões literárias. Livros policiais para jovens. Mais tarde a minha paixão literária passou a ser ficção cientifica. Livros que se passariam no futuro tinham a minha preferência. Lembro-me de alguns que li e reli tantas vezes que me lembro, volvidos quase 30 anos, de quase todas as histórias.

Mais tarde passei a fase Agatha Christie. Li todos os policiais desta autora, também várias vezes (e ainda me lembro do nó no estômago sempre que lia o livro “cai o pano”).

Passei, como quase todos passamos, por aquela fase da leitura de romances. Não de cordel mas romances com qualidade. Com partes mais eróticas, com outras mais românticas. Claro que, nesta fase, Nora Roberts era a minha autora favorita.

Hoje só leio Nora Roberts, quando algum dos seus livros se aventura na fantasia como foi o caso da trilogia do Circulo. Mas leio, sempre com redobrado prazer, J. D. Robb. Sim, é parvo, eu sei, já que J. D. Robb é um pseudónimo de Nora Roberts mas, para mim, é como se fossem dois autores diferentes.

E porque esta introdução sobre as algumas das minhas fases literárias? Porque a série “mortal”, escrita de forma magistral por J.D. Robb mistura, num só livro, a ficção cientifica (os livros passam-se algures em 2059) os policiais, o romance (com umas pequenas pitadas de erotismo) e o mistério. Mas não só. J.D. Robb consegue, apesar dos temas habitualmente pesados, alguns momentos bem dispostos, com ironia, bem enquadrados. E tão bem que sabe ler um livro que faz tudo isto em versão Muito Bom!

Livros assim – como este Imitação Mortal – demoram pouco tempo a ler. Porque não os consigo largar enquanto não sei quem é o criminoso. E mesmo sabendo quem é o criminoso, quero perceber como é que ele é apanhado.

Este é o 17º livro desta série. Confesso que já li uns quantos (curiosamente ainda não li o primeiro) e, neste 17º faltou-me um ingrediente. Summerset, o empertigado mordomo de Roarke tirou férias e só aparece nas últimas páginas, o que me roubou algumas gargalhadas já que a relação que Summerset tem com Eve, a personagem principal e esposa de Roarke, é tão atribulada que nos dá direito a umas gargalhadas extras. Mas pronto, suponho que o rapaz tenha direito a férias também...

Neste livro – mais uma vez – a maldade humana vem ao de cima, com um assassino que mata por prazer, que usa e abusa do poder que detém sobre a vitima. Uma mente retorcida que mata com requintes de malvadez, cabendo a Eve descobrir quem é o criminoso a tempo de evitar mais assassinatos.

Um livro a ler, uma série a acompanhar. E não temam comprar este livro sem ter lido os restantes. Apesar de haver um fio condutor – as relações pessoais de Eve, Roarke, Peabody, Feeney, Mira, Commander Jack Whitney, Mavis, Nadine Furst e Summerset, que naturalmente, vão evoluindo de livro para livro –, cada um dos livros pode ser lido de forma independentemente porque a história principal começa e acaba.

Portanto, e em suma, se gostam de livros que misturam humor e mistério com romance e investigação policial com algumas pitadas de erotismo, este livro é o livro certo para ler. Se pensam que não gostam... bem, só posso acreditar que pensam isso porque ainda não leram nenhum desta série e, portanto, está na altura de o fazerem.

Publicado em 22 Maio 2017

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