John Carter - Crítica no nlivros

Mais conhecido por ter criado a figura lendária de Tarzan, Edgar Rice Burroughs ficou nos anais da literatura fantástica pela criação deste brilhante personagem John Carter que foi posteriormente transposto para a banda desenhada e para o cinema devido à imensa fama que granjeou com a série de livros escritos pelo autor.
Honestamente, e embora tenha procurado e pesquisado, não consta que por detrás destas aventuras fantásticas tivessem quaisquer metáforas ou analogias ao que quer que seja. Pelos visto, Burroughs pretendeu de facto escrever algo fantástico que abordasse o futuro segundo a sua percepção o que, por si, torna estas aventuras apelativas, pois note-se que este primeiro livro foi publicado em 1911 e aí o autor traça todo um panorama que, hoje em dia, é bastante futurista na maioria dos aspectos.
Denominado por Burroughs por “Under the Moons of Mars”, este primeiro livro narra a história de um cowboy, veterano da guerra civil americana, que ao fugir dos indios apaches, entra numa caverna e ai é transportado para o planeta Marte.  Quando se apercebe que está nesse planeta é capturado pelos guerreiros Thark, humanóides verdes com 4 metros de altura e  4 braços, sendo posteriormente resgatado pela princesa Dejah Thoris, por quem se apaixona. Como a gravidade é bastante menor, John apercebe-se que consegue dar grandes saltos que faz com seja uma espécie de super-homem naquele planeta, o que lhe traz grandes benefícios.
Embora seja considerado um clássico, não vou afirmar que adorei ler esta obra porque, definitivamente, este tipo de ficção não é o meu género e, mesmo admitindo a imensa imaginação do autor, o livro nunca me conseguiu cativar e agarrar.
Tirando os dois primeiros capítulos que se dão ainda no planeta Terra, os restantes passam-se em Marte num mundo imenso de monstros para todos os gostos, acontecimentos brutalmente incríveis e situações fantasticamente irreais. Longe de mim deslustrar esta série e muito menos o talento de Burroughs, que admito jeito para imaginar e contar historias, mas enfim, são por demais extraordinárias as aventuras narradas e dei por mim, bastas vezes, a ter de voltar atrás por ter perdido o fio à meada devido ao facto da minha mente deambular por tudo menos pelo que estava a ler.
Ou seja, um livro aconselhável para os amantes deste tipo de ficção que podem encontrar em John Carter, não apenas um clássico, como e principalmente um manancial de imaginação.

Publicado em 30 Abril 2012

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