Justiça de Kushiel - Crítica no Páginas Desfolhadas

Mas que livro! Mas que trilogia... Esperar pela publicação de Justiça de Kushiel foi uma tortura. Tendo lido os cinco volumes anteriores, a paixão pelos personagens estava já entranhada. Não saber se Phèdre havia sobrevivido aos horrores de Angra Mainyu, se Joscelin teria conseguido não ceder ao tormento de ver a sua Phèdre ser consumida, sem nada poder fazer, não saber se, em tendo sobrevivido, se teriam reencontrado na perfeita e improvável harmonia que os une... A dor foi quase física (a curiosidade tem destas coisas).
Uma vez retomada a leitura neste sexto volume, foi como sair de água após um grande período de apneia. Respirar fundo e voltar a encher o peito de ar, devorando o caminho que estes personagens ainda tinham que percorrer.
"Ama à tua vontade" é um preceito que a autora entende verdadeiramente, rematando cada ponta solta deste último volume com a humildade e a força de um amor tão puro que não tem qualquer lógica ou razão de ser. Varrendo todas as relações que de amor se alimentam, Carey leva o leitor a lágrimas de pura empatia, sendo impossível não sentir uma verdadeira emoção em vários momentos do livro.
 
Até onde sabemos, não serão publicados mais livros de Carey pela Saída de Emergência. Depois de uma tão magistral viagem, não será possível deixar de seguir Imriel. Tenho sincera pena de que essa oportunidade não me seja dada na minha língua materna. 
 
Não consigo recomendar o suficiente esta obra. É tudo o que um leitor ávido poderá desejar. Por favor, não deixem de a ler.
Publicado em 25 Setembro 2013

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