Noite Silênciosa - Crítica no Leitura Não Ocupa Espaço

"Noite Silenciosa" traz-nos a estória de Stryker, o infame inimigo de Acheron.
Stryker vive atormentado por todas as perdas que sofrera nos seus onze mil anos, e até pelos seus actos tiranos, algo que a autora só dá a conhecer neste livro, desmistificando um pouco a imagem de vilão cruel que mata o próprio filho!
Stryker, o protegido da Deus da Destruição, quer levar a sua missão de matar Ash e Nick avante, contando para isso com o mal em pessoa, um mal que se encontrava adormecido há muitos séculos, e de cujo sono nunca havia de ser retirado, mas a ira de Stryker é mais forte, desencadeando uma espiral de acontecimentos que colocam em perigo os seus inimigos, mas também os seus entes queridos.
 
E quem diria que Stryker era capaz de amar tão profundamente? Zephyra, a sua primeira mulher jurara vê-lo morrer por a ter abandonado e à filha de ambos, Medea. Aproveitanto a missão que a deusa Artémis lhe designou, a guerreira apollite agarra a oportunidade para ver a sua jura concretizada, mas o que Zephyra não esperava era que, mesmo passados onze mil anos, o seu marido ainda mexesse consigo, e que apesar de ser um ser maléfico, é capaz de amar e proteger os que lhe são próximos.
 
Não ignorando que Stryker lançou o caos pelo mundo, a sua estória com Zephyra é doce mas brutal ao mesmo tempo, tanto pelos seus gestos de carinho, como pelos onze mil anos de raiva acumulados.
 
Stryker mostrou um lado atá agora desconhecido, mas congratulo a autora por não o ter "beatificado", tornando-o num ser de paz. Sim, conhecemos um lado mais sentimental de Stryker, mas não duvidamos da sua natureza violenta e objectivos maléficos.
 
Por outro lado temos Zephyra, que fora corrompida pela dor do abandono do seu grande amor. A atlante tinha apenas 15 anos quando Stryker a deixou para casar com uma mulher escolhida pelo seu pai, o deus Apollo. Ficando para trás com Medea no ventre, lutou com todas as forças pela sobrevivência de ambas, mas sem nunca esquecer todo o sofrimento que o ex-marido lhe provocara, e em como o quer ver pagar por isso. Zephyra é pequena em tamanho, mas grande em personalidade, e o par perfeito para Stryker, pois embora enquanto atlante, fora uma jovem pura e ingénua, como demónio torna-se implacável, convicta e com um q.b. de perversidade que encaixa somente com Stryker.
 
"Noite Silenciosa" é o mote para a grande luta e caos que se avizinha, deixando-me a imaginar como os nosso predadores da noite "descalçarão esta bota".
Muito está em causa!
 
Foi bom revêr Nick, e espero que este ganhe juízo e se deixe ensinar por Ash, mas com o jovem malachai nunca se sabe, de tão volátil que é o seu temperamento.
 
Em suma, Stryker e Zephyra conseguiram proporcionar-me bons momentos de gozo, tanto humorísticos como ardentes, tamanha a paixão que partilham.
 
Não sendo um dos meus favoritos da saga, não deixa de ser interessante ou de leitura obrigatória, pois pressinto que com Stryker virão grandes acontecimentos nos próximos livros, aos quais ninguém ficará indiferente.
Publicado em 25 Novembro 2014

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