O Baile dos Deuses - Crítica no blogue Morrighan

Após um início de trilogia promissor em A Cruz de Morrighan, Nora Roberts traz agora até nós a sua fantástica continuação. Se o primeiro livro tinha servido mais como introdução às personagens e aos mundos em questão, O Baile dos Deuses prepara-nos para o derradeiro confronto final.

É essencial que o círculo se prepare para a grande batalha. É preciso treinar, traçar estratégias e fortalecer todo o conhecimento que adquiriram até então. O inimigo está sempre à espreita e eles não podem ser apanhados desprevinidos. Mas até que ponto estas seis pessoas conseguirão aguentar todo o peso que carregam nas costas? A cada tentativa furtiva de conhecer melhor o inimigo e o terreno alheio, alguém acaba sempre seriamente magoado.

No entanto, como em todas as histórias em que o bem combate o mal, haverá sempre uma arma que será mais forte do que todas - o amor. Enquanto que no volume anterior a história estava focada em Hoyt e Glenna, neste é-nos apresentado um novo casal, não menos intenso - Blair e Larkin.

Blair é uma mulher de armas, de uma personalidade de ferro e de uma convicção inabalável. Desde muito cedo teve consciência do que a rodeava e, para o combater, treinou de forma incansável sem que nunca lhe fosse dado o devido valor. Abandonada pelo pai e posteriormente por alguém que julgava amar, Blair tornou-se numa mulher fria e determinada a fazer o que tem de ser feito sem se dar ao luxo de sentir fosse o que fosse. Até conhecer Larkin.

Larkin, o metamorfo, é uma personagem extremamente engraçada. Arranja todas as desculpas e mais algumas para não fazer o serviço de cozinha, namorisca aqui e ali e é um autêntico brincalhão. Porém, bastou ver Blair a lutar para se aperceber que ali estava uma mulher diferente de todas as outras, capaz de lhe provocar sensações nunca antes sentidas.

E é debaixo de uma atmosfera cheia de medo e apreensão que mesmo assim o círculo se vai preparando, o amor prosperando e a esperança crescendo. Foi sem dúvida uma obra que tive muito gosto em ler e que me proporcionou umas boas horas de leitura. A escrita da autora sabe como tocar-nos no coração, apesar de por vezes ser bastante previsível no que irá acontecer a seguir. Gostei Muito e aguardo ansiosamente pelo desfecho da história.

Publicado em 10 Setembro 2012

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