O Beijo da Noite - Crítica no blogue D311nh4

Não é qualquer autora que consegue tocar no erotismo com beleza. Kenyon escreve com o coração e as suas cenas de amor refletem a paixão que emprega nas relações que cria.
O erotismo é um ponto que ressalta nos livros desta coleção, porém, não são a grande mais valia.Sherrilyn Kenyon entrega-nos um mundo de fantasia totalmente delicioso.
Os predadores são-nos apresentados como vassalos da deusa Artémis, que, por sua vez, é possuidora de uma personalidade irascível. Acompanhada, quase sempre, por Acheron, faz a ponte de ligação do mundo humano para o Olimpo.
Os deuses são criaturas mesquinhas e egoístas, mas são os daemon que saem do controlo e precisam de ser controlados pelos predadores. Ora, por sua vez, os daemon são, nada mais nada menos do que appolite (descendentes de Apolo destinados a perecer no auge da juventude) que trapaceiam a morte, consumindo almas humanas.
Se nos primeiros três volumes vimos os predadores a conhecer uma humana, pela qual se enfeitiçam, Zarek já se distanciou, atingindo a sua humanidade com uma deusa. No entanto, Wulf prepara-se para um grande problema, ver-se ligado a uma appolite.
Este é o encanto deste volume, que traz uma nova perspetiva à história, que, à partida, parecia que em quase nada se ligava de livro para livro. As verdades inquestionáveis suscitam dúvidas e aquilo que era negro deixa de o ser. Este livro traz um tom acinzentado ao enredo dos predadores da noite, onde se adensam as ténues mudanças que Zarek trouxe em "Dança com o diabo". Acheron é um mistério e está sempre um passo à frente dos protagonistas e mesmo da própria deusa.
Em suma, sinto-me muito mais envolvida com a série porque prevejo que estas histórias de amor são um palco para o verdadeiro espetáculo que espreita nos bastidores.

Quanto ao texto em si, para além da beleza, já supracitada, das palavras e das cenas de amor, reparei que foi utilizada uma técnica interessante neste volume. Pois, este começa antes do 3º livro, com Talon no café, acompanha, paralelamente e sem qualquer ligação, a ação do 3º e 4º, terminando depois dos anteriores. Para que isto aconteça sem qualquer gafe e na perfeição (que foi o que aconteceu), a autora tem de viver de corpo e alma as suas histórias.

Sei que este livro já foi lido em primeiro lugar, mas não o aconselho. Para sentirem a magia de Kenyon, sigam a saga pelo "Amante de sonho" e acompanhem o crescimento a que me refiro.

Publicado em 25 Setembro 2012

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