O Êxtase de Gabriel - Crítica no blogue Morrighan

Depois do grande êxito que foi para mim O Inferno de Gabriel, foi com alguma ansiedade e expectativa que peguei neste segundo volume O Êxtase de Gabriel. Depois de uma estreia triunfante de Reynard, o autor conseguiu manter um registo interessante e viciante que me prendeu à leitura de forma como poucos o conseguem.

O professor Gabriel Emerson é uma personagem e tanto. Dotado de características extremamente sombrias, mas atractivas, é sem dúvida quem marca o compasso da história vivida pelo casal. Atormentado pelo seu passado e procurando a redenção no seu presente, Gabriel cativa qualquer leitor por ser uma personagem extremamente humana. Com todas as suas falhas e fraquezas enternece-nos com a sua luta constante contra si mesmo, tentando mudar para melhor pelo que acredita ser o amor da sua vida - Julia.

Durante este novo capítulo das suas vidas, Gabriel e Julia passam por momentos extremamente antagónicos.  Começam num êxtase incrível, cheio de emoção, adrenalina e paixão para depois passarem por situações que mais parecem pesadelos saídos de um livro de terror. As analogias com Dante e Beatriz continuam a ser deliciosas e as referências a outras obras e grandes autores dão o seu toque de requinte à leitura.

Quanto à escrita de Reynard, penso que não há dúvidas quanto à sua qualidade. A sensação de fatalidade com que pontua cada capítulo dá um toque vertiginoso à leitura que nos enche de adrenalina e que nos prende de forma a ficarmos vidrados e colados à história página após página. Gosto imenso do facto desta não se centrar na personagem feminina, mas sim num equilíbrio de perspectivas entre um e outro. Só posso ansiar pelo próximo. Gostei muito.

Publicado em 6 Junho 2013

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