O Inferno de Gabriel - Crítica no blogue O Mundo Encantado dos Livros

Já passaram algumas horas desde que terminei a leitura deste livro, mas ainda estou com aquela conhecida sensação de “ressaca” que por cá costuma aparecer depois de terminar um livro tão bom como este “Inferno de Gabriel”.
Confesso que antes de o iniciar tinha o pensamento que este livro seria mais uma cópia do bestseller “As Cinquenta Sombras de Grey” devido ao que estava escrito na sinopse, mas o que encontrei foi algo muito diferente. Primeiro, Sylvain Reynard tem uma escrita muito mais bonita e envolvente que E.L. James, em segundo a própria história é envolta em temas que obrigam a conhecimentos específicos e só com uma grande pesquisa se poderiam desenvolver da forma como estão no livro e por último, ao contrário da outra obra mencionada, este não é um livro sexual. Sendo assim, fiquei bastante satisfeita por Reynard ter enveredado por um caminho mais sensual e que nos deixa a sonhar com o que poderia ter acontecido se as suas personagens não tivessem parado em determinado momento. Claro que não posso afirmar que não existem semelhanças, mas essas ficam-se apenas pelos passados marcantes que ambos os protagonistas tiveram, tudo o resto é diferente. A temática “Dante e Beatriz” tornam a história mais colorida e faz o leitor transportar-se directamente para dentro do livro e sonhar em viver um amor assim. Sendo que a apresento como uma boa historia, existem ingredientes como o amor proibido e mistério q.b., fazendo com que a nossa vontade de leitura se mantenham aguçadas. A ideia de haver amor entre um professor e uma aluna pode não ser original, mas o esforço notado ao longo do livro para que não houvesse relações sexuais entre eles enquanto houvesse esse entrave existisse torna tudo ainda mais maravilhoso. Em relação ao mistério, são muitos os fios que mantêm esse ingrediente presente na história e quando pensamos que finalmente descobri-mos a razão para um problema, aparece outro logo de seguida, fazendo com que o leitor se mantenha fiel á sua historia até ao fim.
O final do livro foi perfeito. Apesar de não apresentar nada desastroso, este aparece de forma a querermos ler o próximo volume o mais depressa possível e isso é apenas o que importa. Ao contrário de outras obras, que no final nos trazem acidentes ou acontecimentos desastrosos para um dos protagonistas, este apenas presenteia o leitor com o tão esperado clímax e por isso fica a vontade de saber como tudo se vai passar a partir daquele momento.
Como conclusão quero apenas dizer que estou ansiosa para que chegue o próximo livro e que, apesar das diferenças que mencionei entre Sylvain Reynard e E.L. James, gostei muito de ler a trilogia d’As Cinquenta Sombras, o que apenas quis dizer é que este livro apresentou-se muito superior em comparação com o outro.
Uma trilogia a não perder.

Publicado em 24 Janeiro 2013

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