O Prisioneiro da Árvore - Crítica em O Sofá dos Livros

Este é o quarto e último livro do clássico “As Brumas de Avalon” de Marion Zimmer Bradley decidiu intitula-lo desta forma devido a uma das cenas mais marcantes do livro e das lendas arturianas. Quem conhece estas lendas sabe do que estou a falar, se não conhecem fica curiosidade para lerem o livro. Todos os volumes já foram criticados aqui no blog anteriormente, “A senhora da Magia”, “A Rainha Suprema” e o “Rei Veado”.
Este volume encerra todos os pontos em aberto desta história e nos fazem mergulhar novamente neste Universo incrível. Tal como já referi anteriormente, Marion Zimmer Bradley criou uma história repleta de personagens feministas fortes e que dominam Camelot e que tentam controlar o Rei Artur e assim o domínio de todo um reino.
Torna-se cada vez mais evidente que o cristianismo está para ficar e que o seu poder é cada vez maior e as velhas religiões estão a perder crentes e Avalon embrenha-se cada vez mais nas brumas e é cada vez mais complicado de se conseguir encontrar a ilha.
Morgaine tenta desesperadamente inverter a situação. Mas será que vai conseguir?
Tudo é uma questão de influências e de escolhas e é óbvio que cada personagem molda o seu próprio destino.
Morgause começa a ver os frutos do seu trabalho surgirem e Mordred é mesmo o filho do seu coração, o qual é negro. Tudo poderá ser posto em causa e Camelot desaparecer devido ao egoísmo e sede de poder que nos é tão familiar e que também move o nosso mundo actual.
Neste último volume, a acção é vertiginosa, os eventos sucedem-se rapidamente e cada personagem tem o seu final. A conclusão da história está bastante interessante e tem a sua lógica.
Fazendo um apanhado geral, esta saga é bastante consistente. A personagem que mais detestei foi Gwenhwyfar, ela é extremamente católica e preconceituosa, apesar dos seus próprios pecados é a primeira a julgar os outros e a apontar o dedo. A personagem que mais me sensibilizou foi a Nimué e a sua pequena aparição, acaba por ser vítima do destino e dos esquemas alheios. Tal como Morgaine o foi.
No geral é uma saga muito consistente desde o primeiro ao último volume.
Publicado em 30 Dezembro 2013

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