O Tintureiro Francês - Crítica em O Sofá dos Livros

“O Tintureiro Francês” é o primeiro volume de uma nova coleção que a editora Saída de Emergência lançou acerca da história de Portugal e transformá-la e, romances que abordam vários temas e épocas.
Neste volume, o autor aborda a época pós terramoto de 1755, já anos após o rescaldo da tragédia. A industrialização e o progresso ainda não tinham chegado a Portugal, o qual se encontrava atrasado em relação ao resto da Europa, o que ainda nos dias de hoje se mantém. Esse progresso tardava em chegar e os grandes mestres estavam fora do alcance dos nossos nobres e possíveis investidores.
 
Paulo Larcher leva-nos numa viagem ao passado e criou uma história interessante e que nos deixa curiosos acerca do que se vai passar de seguida.
 
A criação da Fábrica Real de Panos é bastante interessante e foi um momento marcante na nossa história e que merecia ser transformado em romance já que é desprezado em prol do Terramoto pela literatura.
 
Neste volume, partimos numa aventura pela Europa e aqui o autor fugiu um pouco à ideia do que teria acontecido em certos aspectos e noutros é extremamente fiel, o que torna o livro mais interessante.
 
As personagens que este criou são bastante realistas e credíveis, gostei particularmente da Teresa e da sua mente progressiva e a forma como ela toma as rédeas da sua vida. Stéphane Larcher tem o seu papel na evolução da fábrica, mas eu gostava de o ver a ter uma atitude mais forte e máscula (estereótipos à parte). Há uma parte do filme em que eu gostaria de o ver a ter uma atitude mais decidida.
 
No geral está um livro bastante interessante e consistente. Levando os leitores a conhecer uma parte da história de Portugal que não é muito explorada, e também foi um excelente início para esta nova coleção.
Publicado em 30 Abril 2014

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