O Último Conjurado - Crítica em O Imaginário dos Livros

O Último Conjurado é um romance histórico passado na época da Restauração, mais precisamente no ano em questão (1640). Li este livro para a leitura conjunta do Cantinho do Fiacha e ainda bem! Se não tivesse lido com o Cantinho, teria de o ter lido à mesma, pois é um excelente livro!

Sendo de uma autora portuguesa ainda se torna mais relevante a divulgação da obra e os elogios, uma vez que, infelizmente, os autores nacionais nem sempre são aqueles que são mais lidos, geralmente. A autora fez um trabalho notável nesta história (não li, ainda, mais nenhuma obra sua), contextualizando na perfeição todo o ambiente e todas as personagens, juntando a ficção à realidade histórica, com personagens reais e imaginadas. Parabéns!

A história centra-se em torno do Capitão Gualdim e da sua misteriosa identidade, sendo este uma espécie de justiceiro português, que luta contra o Estado Espanhol e contra as suas medidas, em favor do povo e da nobreza lusitana. Uma vez que ninguém conhece a sua identidade, torna-se natural que comece a existir no leitor aquele surgir de várias hipóteses e teorias, o que torna a leitura bastante motivante e fluída. Mas nem toda a história é sobre ele.
 


Os conjurados estão também presentes e muito influentes ao longo da narrativa, em especial três deles: D. Pedro, D. Afonso e D. Diogo. Estas personagens (fictícias) são o elo entre todas as personagens da narrativa e são muito interessantes! Com personalidades bastante diferentes e todos eles vivaços e inteligentes, tornam-se rapidamente em três bravos jovens aventureiros que dá gosto acompanhar ao longo das suas demandas.

Também existem outras personagens, que, não indo aqui nomear todas elas, devo referir: Laura, Sem Pavor e a dupla D. Manuel e D. Cristóvão Vilar. Personagens inteligentes e que mexem com o leitor!

Gostei muito da história. Achei-a um mimo, repleta de aventuras, suspense, momentos de aflição e de euforia, e que consegue muito bem dar a conhecer um período tão importante da nossa História. Tem todos os ingredientes nas doses certas, a meu ver. A autora conseguiu transmitir os acontecimentos, criando muitos atrativos e mistério de forma a agarrar o leitor. Para quem gosta de História, como eu, este é um romance histórico perfeito, como tinha referido anteriormente. Uma história leve, digamos, repleta de aventuras e de valentia, como era naquele tempo em que os garbosos jovens andavam sempre à procura de mil aventuras. Fez-me lembrar, em alguns momentos, Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas, obra que eu tanto gosto.

Vou, definitivamente, divulgar a todos e incentivar a sua compra e leitura. Uma excelente aposta da Saída de Emergência, que reeditou esta obra muito boa com uma capa bem bonita e um design gráfico interior de extremo bom gosto.

Em suma, uma agradável surpresa! E a participação na leitura conjunta também o foi, com a presença excelente da autora, Isabel Ricardo.

Publicado em 24 Novembro 2014

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