O Último Conjurado - Crítica em O Prazer das Coisas

Este é um romance histórico passado em 1640 na preparação da Restauração de Independência e confesso que é uma época que conheço pouco.

A história gira em torno do Capitão Gualdim, um misterioso mascarilha que luta contra as medidas que o poder espanhol, e vi-o um pouco como Zorro e Robin Hood português. A par do Capitão Gualdim temos também um grupo de três jovens amigos cavaleiros - D. Pedro, D. Diogo e D. Afonso - e que vão fazendo de elos de ligação entre várias personagens, mas também muito importantes para a revolução que se avizinha. Tenho ainda que falar de Laura, a jovem que desperta paixões, mas inteligente e que foi a minha personagem preferida. Juntando-se ainda o D. Manuel Vilar e o seu pai, que são daquelas personagens que "mexem" connosco e que nos dá vontade de esganar.
Gostei muito da história, cheia de aventuras e peripécias, mas também de alguma preocupação, interligando factos históricos sem se tornar maçudo, tendo uma boa contextualização e descrição da época. 
Sendo o mistério da identidade do Capitão Gualdim, um dos pontos em que assenta a narrativa, fazendo com que o leitor tenha várias teorias, ao longo do livro, na tentativa de descobrir a verdadeira identidade do Capitão Gualdim. E devo dizer que pouco depois de ter iniciado o livro, desconfiei da sua identidade e não é que acertei =) E mesmo acertando, tal não retirou prazer à leitura e aquando da cena da revelação, fiz um sorriso e disse "ahah tinha razão" XD
Mas apesar de ter gostado, não é um livro que lhe atribua a classificação máxima por dois aspectos.
Senti falta de um pouco mais de informação histórica a respeito do período pré e pós Restauração, e penso que seria uma mais-valia, se incluísse uma espécie de nota histórica no final, desenvolvendo um pouco a parte histórica deste período.
Senti-me um pouco "perdida" quando havia mudanças de cenários, e como tal tinha que reler os últimos dois ou três parágrafos para perceber que tínhamos mudado de local. Julgo que, um espaçamento entre parágrafos poderia ajudar o leitor a compreender melhor estas mudanças.

No entanto, foi uma boa leitura com uma escrita muito acessível e um bom enredo que nos leva a ir avançado na história sem nunca perder o interesse. Uma óptima recomendação para quem goste de romances históricos.

Publicado em 13 Abril 2015

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