Os Diários Secretos do Vaticano - Crítica no Leituras do Fiacha

Como podem verificar não estamos na presença de um romance, mas sim de um livro que nos relata a prespetiva de um jornalista que acompanhou os bastidores do Vaticano durante cerca de trinta anos, apanhando o declínio do Papa João Paulo II e passando pela nomeação de reinado do Papa Bento XVI. 
Muitos de nós, crentes ou não, acompanhamos noticias, quase semanalmente, sobre o Vaticano, quer às deslocações do Papa a vários locais, quer aos escândalos, posições que são tomadas pelo Vaticano, entre muitas outras. Sem dúvida que estamos na presença de uma instituição poderosa e que nos desperta curiosidade. 
Mas a imagem que temos da mesma, aquilo que vemos nas televisões, será mesmo suficiente para a conhecermos por dentro, bem como ao seu modo de funcionamento? 
Muita coisa é sabida, mas penso que é do conhecimento geral que existe muito secretismo envolto no Vaticano e são muitas as coisas que se passam lá dentro que nos são explicadas através deste livro e que, quanto a mim, está muito bem escrito, rigoroso e fruto de um trabalho de investigação muito bom. 
É verdade que hoje os meios de informação são muito maiores mas ainda assim nota-se um bom trabalho de pesquisa, nomeadamente no caso do reinado do papa Pio XII, que muitos tentaram que fosse beatificado, mas dada a polémica de, ter ajudado os Judeus de forma silenciosa ou nada ter feito, acabou por nunca sê-lo. 
É verdade que o Vaticano necessita dos Média, que os trata bem, dando-lhes certos privilégios, como por exemplo viajar no avião do Papa cada vez que este se desloca a algum lado, mas será que os jornalistas tem acesso e possibilidade de passar cá para fora o que querem ou serão eles um instrumento utilizado pelo Vaticano? E o contrário, isto é, se é feita uma comunicação pelo Vaticano sobre vários temas, o que vem nas notícias é tal como foi dito? Haverá algo mais interessante ou mesmo uma gafe, por exemplo, que poderia ser dito, mas que não é? 
Gostei do livro, gostei de conhecer a "personalidade" de vários elementos da Igreja, como por exemplo o padre Foster e acima de tudo chegamos ao final do livro com a sensação de termos ficado com uma visão do Vaticano diferente da que temos.
Publicado em 12 Novembro 2013

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