Os Médicos da Morte - Medicina Maldita

Medicina maldita
Os médicos nazis nos campos de concentração torturaram homens, mulheres e crianças em experiências de inimaginável horror durante o Holocausto. As vítimas eram colocadas em câmaras de baixa pressão, testadas com drogas e venenos, esterilizadas, congeladas até à morte. Milhares de crianças sofreram cirurgias sem anestesia, transfusões de sangue e transplantes de órgãos e membros, regimes de isolamento, injeções com vírus e infeções, operações de mudança de sexo, etc..
Tudo isto enoja, inquieta e repugna até as mentes menos impressionáveis: eis um documento histórico consagrado aos horrores da medicina perpetrados pelos Nazi durante os seis anos em que decorreu a Segunda Guerra Mundial. Há que compreender a história tenebrosa das práticas medicinais atrozes, praticadas em seres humanos indefesos e prisioneiros de uma ideologia que os renegava da própria condição humana – uma história que oferece o rigor do relato verídico com a insuportável repulsa que inevitavelmente provoca.

Laboratórios de terror
Os campos de concentração foram laboratórios médicos de terror e morte: variados cientistas e médicos ensaiaram, experimentaram e estudaram medicina prática em prisioneiros de campos de concentração de todas as idades, provocando muitas vezes a morte, graves deficiências ou insanidade total naqueles que sobreviveram.


Em nome do ideal nazi

Fizeram-se experiências em gémeos para estudar a genética e semelhança biológica; fizeram-se experiências com banhos prolongados de água gelada e congelação a fim de se descobrir o tratamento para a hipotermia; e ainda com malária, gás mostarda, tifo, venenos, variados vírus e germes para se descobrir antídotos ou curas ou estudar o desenvolvimento das doenças como potenciais armas biológicas; esterilizaram milhares de pessoas através de radiação para se descobrir o método mais eficaz de inutilizar a capacidade reprodutiva daqueles que eram considerados defetivos em relação ao ideal da raça ariana; procurou-se saber se era possível tornar a água do mar potável, matando centenas de pessoas de desidratação; fizeram-se transfusões e transplantações sem anestesia. Muitos morreram de dores agonizantes ou insanidade. Em nome da justificação biológica e científica da superioridade da raça ariana. Em nome da ideologia nazi.
 

Maldade inconcebível
Dos episódios decorridos nos campos de concentração pelas mãos de Josef Mengele, Horst Schumann, Eduard Wirths, às memórias dos sobreviventes e de Rudolph Höss (comandante do campo de concentração de Auschwitz e introdutor do pesticida Zyklon B nas câmaras de gás), conhecem-se melhor que forma e que meios utilizaram os nazis para encarnar a sua maldade inconcebível. O delírio científico, que na altura era sustentado politicamente pela necessidade de aniquilação ou esterilização das «raças inferiores», teve aqui o seu apogeu. Crianças, ciganos, pessoas com deficiência, judeus e alemães dissidentes – milhares foram alvo de práticas de experimentação laboratorial, para que Mengele e os seus colaboradores pudessem dar azo às suas loucuras cruéis e experiências inimagináveis. Em nome da ciência. Em nome da morte.
Publicado em 29 Julho 2015

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