Pedra Pagã - Crítica no blogue As Leituras do Corvo

Tal como aconteceu com os seus amigos, a vida de Gage mudou aos 10 anos, quando um ritual que pretendia ser inocente libertou o mal sobre a terra que o viu crescer. Desde esse dia, a cada sete anos e durante uma semana, o demónio espalharia caos e dor entre as pessoas, sem que Gage e os amigos pudessem fazer mais que tentar minimizar as consequências. Mas estes Sete serão diferentes e todos os sabem. Cal, Gage e Fox contam agora com três novos elementos no seu grupo e os seus corações estão empenhados. E mesmo que Gage não esteja disposto a seguir o exemplo dos amigos, apaixonando-se, perspectiva que também não é a preferida de Cybil, o destino e o coração têm vontades diferentes. Mas o dia do confronto final aproxima-se e todos os esforços para encontrar respostas podem não ser suficientes para assegurar a vitória... E tudo está, afinal, nas suas mãos...
Volume final de uma trilogia em que cada livro tem diferentes figuras centrais, mas história e personagens em comum, é de esperar que seja aqui que todas as respostas se encontram e que a batalha que começou em Irmãos de Sangue encontre aqui os seus momentos finais. Também é de esperar que o enredo se centre, a nível de romance, nas personagens menos desenvolvidas dos livros anteriores. E, de facto, tudo isso, acontece. Não acontece, contudo, da forma mais previsível, sendo esse aliás um dos grandes pontos fortes deste livro. É que, se parte do que inevitavelmente acontecerá é fácil de adivinhar, nem sempre os caminhos que conduzem a esses momentos são os esperados.
Outro ponto forte deste livro diz respeito ao desenvolvimento dos protagonistas. Claro que há romance, como seria de esperar, mas há mais para além disso na vida das personagens. Tanto Gage como Cybil têm experiências traumáticas no passado, acontecimentos que lhes moldaram a forma de ser. Além disso, têm naturezas que, apesar de por vezes entrarem em colisão, se completam, com a teimosia a complementar uma certa ternura e a personalidade forte a suportar as fragilidades ocultas. Ambos os protagonistas têm personalidades carismáticas e a forma como a sua relação evolui proporciona vários momentos marcantes.
Quanto ao confronto central, cativam, desde logo, os novos desenvolvimentos do que pode ser feito para confrontar Twisse, mas também a forma como as personagens lidam com cada pequena batalha. Além disso, à medida que se caminha para o derradeiro confronto, há um crescendo de intensidade, quer a nível de acção, quer no aspecto emocional. Uma intensidade que torna ainda mais forte a empatia para com as personagens e que alimenta a curiosidade em saber mais sobre o que se seguirá.
Cativante, com boas personagens e uma história equilibrada em termos de romance e acção, Pedra Pagã fecha da melhor forma uma história envolvente e interessante, quer em termos de romance, quer no desenvolvimento do elemento sobrenatural. Muito bom.
Publicado em 19 Setembro 2013

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