Phèdre de O Dardo de Kushiel é a maior espia-cortesã da fantasia épica

A Literatura fantástica tem inúmeras trabalhadoras do sexo ou cortesãs que também desempenham funções de espia – mas a melhor é Phèdre no Delaunay de Montrève, a heroína da primeira trilogia Kushiel da autora Jacqueline Carey. Impediu uma conspiração, bloqueia uma invasão, salva o seu país e vinga o seu amo… com sexo louco.

A sério, se ainda não leu O Dardo de Kushiel, é uma ótima leitura para fim de semana. Não irei revelar demasiado aqui – o suficiente será dizer que esta narrativa tem lugar num mundo alternativo onde Jesus teve um filho ilegítimo chamado Elua que dera início a uma religião de amor puro. E um dos principais acólitos de Elua foi Naamah, que é basicamente o patrono dos trabalhadores do sexo. E nesta França do período medieval tardio, em vez do Cristianismo, todos idolatram Elua e Naamah (exceto os Judeus, que adoram Jesus!)

Nesta Terra alternativa de sexo positivo nasceu Phèdre, que é deixada pela sua mãe numa escola de treino para cortesãs… mas ela é diferente de todos os outros rapazes e raparigas. Porque ela é uma anguissette e consegue transformar a dor em prazer. Este é o seu superpoder. É uma super-masoquista!

Depois Phèdre é adquirida por um aristocrata misterioso chamado Lord Delaunay… que não a deseja para seu usufruto (é gay). Em vez disso, ele pretende que ela use a sua habilidade para agradar a um determinado tipo de aristocratas para conseguir informação. Delaunay treina-a não só para ser a cortesã perfeita, mas para usar a sua vulnerabilidade a fim de conquistar a confiança destes homens e mulheres poderosos, para que estes lhe contem os seus segredos. Assim ela é contratada por nobres sádicos e no decorrer do processo começa a descobrir pistas para uma conspiração global que dominará esta França alternativa, conhecida como Terre D’Ange.

É uma aventura brutal e enérgica, e não tão perversa como este esboço poderá fazer parecer – o sexo é totalmente integrado na religião e cultura alternativas, assim como a prática de magia. E Phèdre é uma protagonista deslumbrante, criativa e pragmática e esperta e marota e subtil e surpreendentemente amável, tendo em conta que não teme dor. Se quer ler sobre uma espia que nunca enverga um blazer ou uma caneta-laser (que seguramente não conhece o mesmo destino que muitas outras espias que utilizam o sexo como arma), estes livros são altamente recomendados.

Publicado em 26 Fevereiro 2015

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