Quando Nietzsche Chorou - Crítica no blogue Efeito dos Livros

Quem redigiu esta sinopse deve, sem sombra de dúvida ter amado a leitura desta tão aclamada e suposta conversa e amizade entre Nietzsche e Breuer, dois grandes intelectos que em tanto contribuíram para a compreensão da psique humana. No entanto, tendo a discordar unicamente num detalhe, daí que dê destaque apenas a «obsessões» e não à totalidade: «obsessões românticas», pois não acho que só o amor, a paixão ou o romance sejam a causas das obsessões de ambos os personagens, diria talvez o amor próprio, a auto-estima, o ego e o núcleo duro da nossa formação como pessoa, a família - será que quem já leu, entende assim também?

No meio de todos estes destaques que tomei a liberdade de fazer perante tão rica sinopse, não quero esquecer a questão da saúde periclitante, da qual fazem parte as dores de cabeça tenebrosas e as insónias ansiosas de Nietzsche, bem como de Breuer. E aqui deparo-me com a questão, até que ponto é libertador conversar!? Até que ponto poderão as conversas entre amigos tornar-se um elixir para os confins do nosso inconsciente que ajudem a resolver as cavidades e meandros do nosso cérebro, oferecendo a este algum descanso e conforto na hora de repousar?
Será assim tão forte a nossa capacidade da metacognição que em mentes tão inquietas como as aqui em causa lhes possam causar distúrbios!? Serão as ideias sobre e para a humanidade, o pensamento sobre os pensamentos que os outros têm ou deveriam ter assim tão pesados que por vezes a mente de quem tanto pensa caia perante dores de cabeça alucinantes e ânsias provocadoras e ladras das tão necessárias horas de sono...
Sono esse, entenda-se, altamente reparador para que o cérebro absorva ainda mais conhecimento!?!?! Que poder querem eles deter? Que poder queremos nós para nós mesmos!? E você já se colocou perante tais questões?

Não é novidade que os temas da psicologia, psiquiatria e psicanálise me interessam. Tais leituras são esplanadas e reflectidas na esperança de compreender os fenómenos intrigantes da mente humana, mesmo que para tal precise igualmente de escugitar as profundezas das minhas próprias obsessões, dúvidas, medos, indecisões e... oh quanto eu queria poder entrar numa conversa com mentes tão pensantes e desafiantes como estas deste magnífico livro.

Confesso que a frase que mais prendeu a minha atenção quando me deparei com este livro em mãos foi: «a saga de um relacionamento imaginário», ora!? Quão é importante aquilo em que a gente acredita? Seja essa crença verdadeira ou não!? Podem direccionar para Deus, podem direccionar para a família, o amor ou até ideia sobre nós mesmos, mas no final, serão essas nossas crenças as realmente verdadeiras!? E a verdade a quem importa? Importa-lhe a si, ter um relacionamento directo comigo ou importa antes absorver o que o nosso relacionamento lhe/nos traz!? Como poderá algo ser verdadeiramente verdade se não depender só de mim? Será a verdade, a razão, o poder, a determinação... inatingiveis!?

Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
a presença distante das estrelas!
Mario Quintana

Um aviso a quem leia este livro: espere, elevadas horas de pensamentos questionantes, converse consigo mesmo, tente conhecer o seu lado negro, assuma que tem dúvidas, reflicta, salte horas de sono... pois este livro vale o desespero de nos questionarmos a nós mesmos o seguinte: Se eu for capaz de me pensar a mim próprio serei capaz de nascer de novo!?... entenda-se nascer melhor.
E já agora pergunte-se: o que o faz ser melhor e «limpe a chaminé»... !?!!?

Que não seja por Freud, por Breuer ou sequer por Nietzsche... faça um favor a você mesmo!
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Publicado em 8 Março 2013

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