Quando Nietzsche Chorou - Crítica no blogue Flames

 Como estudantes de psicologia, muitas vezes ouvimos falar nos livros de Yalom. Apesar de termos logo ido comprar este livro quando nos falaram nele na faculdade, tinhamo-lo deixado na prateleira... No entanto, a capa super apelativa e o desejo de o ler falou mais alto, e um dia, lá começámos.

Na altura em que iniciámos a leitura, estávamos cheias de trabalho, o que dificultou a leitura do mesmo. Era-nos muito doloroso terminar um capítulo e ter de pousar o livro por termos de ir trabalhar, mas aos poucos, lá o terminámos.

O livro é absolutamente delicioso. 

Neste fantástico livro, encontramos personagens reais que se misturam com histórias imaginárias: Nietzsche, Breur, Freud, Ana O., Lou Salomé, etc. Nietzsche, um grande filósofo (que sabe que o é mas que espera reconhecimento futuro) encontra-se desesperado e com ideias suicídas. Lou Salomé pede, então, ao iminente médico vienense Josef Breur para o persuadir a ser curado por ele. Mas para isso, Breur terá de o convencer, primeiro, a frequentar as suas consultas. Assim, vamos conhecendo estas duas personagens e, através da leitura, de certo que se irão conhecer a vós próprios. Pelo menos foi este, para nós, um dos pontos fortes do livro. Não só conhecemos melhor os reconditos da mente das personagens, como nos conseguimos conhecer a nós mesmos e compreender, melhor, a mente humana. É um livro MUITO bom e obrigatório para qualquer pessoa que se preocupa e se interessa pelo conhecimento da mente humana...

No final, o autor ainda nos dá um presente: fala-nos da realidade por detrás do seu livro, do que aconteceu realmente, do que ele inventou. Enfim...

É interessante termos em conta alguns aspectos mais ligados à nossa própria área. O livro envereda mais pelo campo da psicanálise o que, à partida, nos poderia "afastar" um pouco da sua leitura (a psicanálise não é a nossa área de formação), no entanto foi engraçado vermos algumas técnicas cognitivas a serem utilizadas e descritas ao longo do livro (técnicas que também nós usamos, especialmente para pessoas que se "queixam" de serem invadidas por "pensamentos estranhos"). Não nos podemos esquecer que Beck (o pai da terapia cognitivo-comportamental) teve como formação inicial, a perspectiva psicanalítica. Para as pessoas que gostam de psicanálise e se identificam com  ela, o livro terá, certamente, um impacto maior. Mas nós, que seguimos uma abordagem diferente, ficámos encantadas com o mesmo... e, para além do mais e cada vez mais, apregoamos a importância da multidisciplinaridade!

Estávamos à espera de gostar, mas nunca imaginámos que seria capaz de nos prender tanto... estivemos viciadas  :)

Publicado em 14 Fevereiro 2013

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