Sangue Final - Crítica no D311nh4

Quantas vezes olhamos para a estante, vemos uma coleção enorme de uma saga que parece nunca mais acabar e desejamos a publicação do derradeiro último volume?

Porém, quando esse desejo é finalmente atentido, não estamos a contar com a sensação de perda no virar da última página.
Agora, observo os meus livros, ordenados cronologicamente, e suspiro. Vou sentir falta da Sookie.
"Sangue Final" é um livro de despedidas. Sentimos isso com a presença física de alguns personagens secundários, com o desfecho de relações mal resolvidas e nas elaborações mentais da própria Sookie, que está pronta para colocar um basta nos problemas que os sobrenaturais trazem ao seu dia a dia.
Contudo, este volume não foge ao que Harris nos habituou, contando também com o enredo policial.
Desta vez, a protagonista prepara-se para enfrentar uma situação constrangedora, que deixará a nu quem são realmente os seus amigos, com quem pode contar.
Sente-se um regresso ao passado, ao início, como se nenhum vampiro tivesse interferido na vida dela. Esta foi a parte que mais me desiludiu, esperava um final menos colorido. Achei-o até um pouco forçado e desproporcionado. Afinal, ao longo da saga, fomos habituados a ver certas personagens sob um determinado prisma e, de repente, Harris troca-nos as voltas, dando ênfase a uns e tirando o protagonismo a outros.
 
Enfim, terminou. A mão decisiva da autor traçou os seus finais. O livro preenchou o seu lugar junto dos restantes. Ficou a nostalgia de uma história que me acompanhou, que me prendeu, que me deliciou, desapontou, por vezes, que me marcou à sua maneira.
Publicado em 19 Novembro 2013

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