Sobre A Revolução da Mulher das Pevides

APRESENTAÇÃO
Quando as invasões francesas irromperam em território português, o rei debandara para o Brasil. Fuga ou estratégia política, nunca se saberá. Portugal ficou à mercê da fúria napoleónica, com o auxílio da armada inglesa, é certo, mas quem foi o verdadeiro herói a impedir que o jugo dos franceses imperasse foi o povo. Pé descalço, sem armas nem experiência de combate, os Portugueses encheram-se de coragem e astúcia e derrotaram os franceses. Homens, mulheres e crianças foram donos de uma intrepidez ilimitada, da qual rezam muitas histórias de valentia num período histórico conturbado.

Mas esta história de certeza que não conhece.
Prestigiada autora de romances históricos detalhados e cuidadosamente concebidos, com recurso a uma grande componente emocional para dotar veracidade e autenticidade às suas personagens, Isabel Ricardo surpreende-nos de novo com A Revolução da Mulher das Pevides. O Último Conjurado levou-nos até aos últimos dias do domínio filipino em Portugal, no glorioso ano em que recobrámos a nossa independência, naquele distante 1º de Dezembro de 1640. Isabel Ricardo mantém neste novo romance o seu estilo inconfundível e manuseia com habilidade os factos históricos, entremeando-os com a riqueza da prosa e a emoção da linguagem. Traz-nos uma preciosidade literária que contribui grandemente para a expansão do nosso conhecimento sobre este período e que nos dará deliciosas horas de leitura. Prepare se para rir, chorar e vibrar intensamente!

O Título
A «revolução da mulher das pevides» é uma expressão da zona da Nazaré que é usada quando se pretende dizer algo de pouca importância, insignificante. A autora ouviu-a há algum tempo; e manteve-se guardada no seu subconsciente até à altura de conceber este livro, resultando um paradoxo interessante: o que é referido para casos de pouca importância é aqui sublimado para algo tão grandioso como a história de um povo intrépido que impediu o domínio dos franceses em território nacional.
Supõe-se que a mulher das pevides seja Ana Luzindra, uma parteira nazarena. Com beleza proporcional à sua coragem, Ana Luzindra seduzia os franceses durante a noite – mal sabiam eles que eram seduzidos para a morte. Assim conseguiu, por si mesma, derrotar inúmeros soldados, provando que na guerra não se olham a meios para atingir os fins. A sua beleza transcende-se pela sua capacidade de abnegação e pela sua sabedoria, clamando vitória em nome de Portugal.
Publicado em 16 Outubro 2015

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