Sobre Assassin´s Creed Bandeira Negra

Perigo. Aventura. Traição. Ambição.
Tudo se cruza com as rotas de navegação de corsários e piratas, através das tempestades e furacões e para lá dos horizontes desconhecidos.
O passado nada pesa quando é levado pelo mar revoltado. Só a liberdade conta. Assim sabem os Assassinos. Assim aprenderá Edward Kenway.

 

Bandeira Negra apresenta o século XVIII e a era da pirataria em todo o seu esplendor, com os perigos que se vivem em alto-mar. O romance Bandeira Negra  mantém-se fiel ao videojogo que lhe deu origem, mas vai mais longe. As personagens são mais densas e mais humanas – a evolução de Edward é notável por aquilo que imprime de maturidade e dúvida, angústia e saudades de casa. As lutas são ágeis, aditivas e tão  visualmente bem descritas que julgamos ficar salpicados de sangue no final de cada combate. Os sonhos, desejos, e os olhares trocados de paixão ou de amor nos cais ou nos navios são tão poderosos que derretem (ou enraivecem) os corações dos mais vis e amargos piratas e marinheiros.

 

Passado e presente

O passado de Edward Kenway e o seu amor distante são habilmente explorados por Oliver Bowden neste romance de natureza quase épica. É um facto que Bowden delicadamente desenhou um homem ambicioso e sonhador, mas terno e corajoso, suscetível de cativar qualquer alma que se aventure a navegar neste romance. No entanto, este livro é um livro que vale por si mesmo, não precisa de provar a ninguém – muito menos aos jogadores inveterados e fãs da saga Assassin’s Creed – que é merecedor do carimbo da Ubisoft ®, pois transcende a trama do videojogo.

Não terá sido por acaso que o nome de Edward (significa ‘guardião de tesouros’ em celta) tenha sido o escolhido para figurar um homem sedento de aventura no alto-mar, destinado a agitar as águas nas ordens dos Assassinos e dos Templários na era áurea da pirataria e dos corsários. De origem britânica, Edward reúne forças com o seu amigo e companheiro, Adéwale, um homem de Trinidad que se libertara do seu passado como escravo, e que o ajuda e aconselha, provando pelo entendimento e lucidez aquilo que Edward, pelo fulgor das ilusões, não consegue vislumbrar. Estes dois amigos irão atravessar os oceanos juntos e cruzar-se com inúmeras personagens cuja índole será de duvidar, mas que colocará também à prova a sua amizade.

Cuidado: emoção em doses viciantes

Quem não conhece a saga não dará pela diferença entre videojogo e romance, e irá, certamente, acarinhar esta odisseia de Edward Kenway; quem conhece a saga irá vibrar com a emoção transbordante destas perigosas viagens. Recomenda-se apenas precaução, pois este romance é altamente viciante. Palavra de jogador e de leitor.

Saída de Emergência

Publicado em 12 Setembro 2014

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