Um Mar de Rosas - Crítica em As Histórias de Elphaba

A capacidade que Nora Roberts tem de me entreter, livro após livro, com a sua fórmula mágica quer para personagens quer para o romance, é algo que não deixa de me surpreender.

Um Mar de Rosas, o segundo livro da série Quarteto de Noivas, é absolutamente delicioso! Divertido e descomplicado, dedicando a doçura certa às emoções e tratando com cuidado as problemáticas abordadas, é certamente mais uma das suas preciosidades, que conquistará as suas leitoras e me deixou ansiosa pela próxima publicação.
 
Depois de um magnífico retrato da Votos – a empresa de casamentos/eventos criada e gerida por quatro amigas de infância, Mac, Emma, Laurel e Parker –, apresentado no livro Um Dia Perfeito e em que ficámos a conhecer pormenorizadamente o casal Mac e Carter, a autora reservou para estas páginas um bouquet de sonho, onde Emma, a protagonista, brilha em cada página plena de afectos e dos laços que dão significado à vida.
Romântica, sincera e acima de tudo amiga do amigo, esta mulher na casa dos trinta esconde a sua tristeza por não encontrar um par que se adeqúe à história de amor que idealiza viver e, quanto finalmente parece encontra-lo, ele está longe de pretender assentar raízes.
Jack Cooke sempre se sentiu atraído pela belíssima Emma, que se obriga a ver como uma irmã, e quando um dia cai em tentação julgando ter encontrado na amiga pessoa certa para uma paixão sem compromissos, descobre que o que Emma realmente anseia é tudo aquilo que ele não crê poder oferecer-lhe.
Entre momentos de êxtase e a complexidade da amizade, nada é tão simples quanto parece para este casal, mas os sentimentos nunca foram fáceis embora retorno, como mais tarde irão descobrir, seja uma bênção inigualável.
 
Esta história, tal como a sua antecedente, é bastante dedicada ao casal principal e ao papel desempenhado pela protagonista feminina naVotos, no entanto, se anteriormente ficámos a conhecer o ambiente em torno do qual se desenvolve o enredo, agora existe uma atenção especial dedicada aos restantes intervenientes, fazendo brotar uma empatia por todos sem excepção.
 
Eu adorei a Emma, a sua dedicação e amor ao seu trabalho na Centro de Mesa é maravilhosa. Ela vê nas flores o coração de um casamento, vê-as como o símbolo do romance dos jovens casais e dedica a sua alma à tarefa de tornar cada ramalhete especial, único. Igualmente, esta personagem permite que se observe a forte amizade entre o quarteto de amigas, algo que é inabalável, e singularmente, ela própria representa o romantismo, com um humor muito seu e convicções tocantes que a transformam num espelho feminino realmente atractivo. É possivelmente uma das minhas personagens de Nora Roberts favoritas até hoje.
 
No que respeita a intervenientes mais secundários, onde incluoJack que pelo seu machismo ficou aquém da Emma – embora se tenha redimido no final –, creio que gostei particularmente de ter ficado a conhecer melhor Laurel e Parker e de rever Mac, de quem já gostava muito devido à leitura anterior. Também foi um prazer ter umas nuances do que poderá estar para vir, com o aparecimento de Mal, assim como de conhecer a divertida família de Emma e a linda história de amor dos seus pais.
 
Em relação às problemáticas expostas, não existe nada de extraordinário, este é um livro que se centra particularmente nas relações afectivas em todas as suas acepções. Neste sentido, a amizade e a família têm especial destaque e, consecutivamente, o divórcio e os relacionamentos mais fortuitos mas, claro está, tudo isto é exibido de forma leve através de páginas que são totalmente dedicadas ao entretenimento, aos sorrisos e ao amor, com um previsível final feliz.
 
Em suma, este é um livro que inundará quem lê de cheiros e de emoções belas, tão belas que quem lê facilmente se sentirá enredado num jardim onde tudo se desenvolve de forma natural, enquanto se assiste ao florescer das personagens para a maturidade, para a necessidade de alcançarem a felicidade através dos seus corações.
 
Não vou falar da escrita de Nora Roberts, algo que já fiz várias vezes no blogue, vou apenas reafirmar a simplicidade das suas palavras e o seu cuidado relativamente às personagens que, com diálogos interessantes e pensamentos contemporâneos, se aproximam facilmente do leitor.
Neste livro em particular, creio que me surpreendi com a sua paixão por flores, nítida em cada página, assim como a sua pesquisa exímia para oferecer mais este pormenor de forma detalhada, algo que até agora confirmo em cada livro.
 
Pessoalmente, embora não me sinta muito inspirada para escrever, penso que deixei claro que gostei deste livro de uma forma geral, tendo sido uma leitura de um único dia que me ocupou e reteve completamente a minha atenção.
Gosto de fotografias, gosto de flores e confesso-me uma gulosa, pelo que estou desejosa de pegar no próximo livro, O Sabor do Momento, que será publicado nos próximos dias e que terá como protagonista a irreverente Laurel, que é responsável pela doçaria da Votos – tenho a certeza que vou adorar.
 

Esta é uma aposta de sucesso do Grupo Saída de Emergência, chancela Chá das Cinco, da qual eu sou irremediavelmente admiradora e que sugiro, obrigatoriamente, a todas as adeptas de romance.

Publicado em 10 Fevereiro 2014

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