Visão de Prata opinião no blogue Stone Art Books

Não é fácil para mim voltar a falar sobre esta nova série de livros de Anne Bishop porque, honestamente, corro o risco de me repetir. Épico, brutal, fabuloso, fantástico, extraordinário... e todos os outros adjectivos que signifiquem mais ou menos o mesmo podem ser usados para descrever este terceiro livro da série Os Outros. E ânsia, desejo, vontade extrema pelo quarto volume que, por mim, podia estar já na minha estante para o ler de seguida (e assim apagar a tristeza de já ter terminado este Visão de Prata).
Volto a afirmar. Anne Bishop é A autora de fantasia. Há, claro, mais autores, há alguns que lhe chegam perto - e algumas que eu adoro também - mas, sem qualquer sombra de dúvida, Anne Bishop é a melhor de todas. E esta série, Os Outros, a melhor de todas as séries/trilogias que escreveu.
De Namid nasceram todas as formas de vida, entre elas os humanos a quem foram entregues pedaços férteis dela própria, devidamente isolados dos Outros para terem possibilidade de sobreviver. Mas os humanos foram ambiciosos e quiseram expandir-se para os outros pedaços de Namid que eram controlados pelos Outros que, por sua vez, olharam para os humanos e os viram como carne. Inteligente, especial. Mas carne. Um alimento especial. Os terra indigene (ou Os Outros) controlavam toda Namid e onde os humanos chegavam só podiam sobreviver se fizessem acordos com os Outros. E os humanos sobrevivem. Se respeitarem os acordos e se respeitarem os Outros.
Neste terceiro volume voltamos a encontrar Meg e Simon e acompanhamos as suas tentativas de coexistirem, sabendo cada vez mais um sobre o outro mas, acima de tudo, sabendo cada vez mais sobre as Cassandra de Sangue. Sendo Meg a única que conseguiu fugir sozinha dos complexos onde eram criadas e reproduzidas, será também Meg a ter de as ajudar a sobreviver no mundo real (e, ao mesmo tempo a ajudar quem cuida delas de modo a evitar que se suicidem). Mas os problemas não ficam por ai. É preciso que humanos e Outros aprendam a viver em comunidade, como vivem no Pátio de Lakerside, caso contrário os Anciãos - os terra indigene mais puros e mais antigos a viver em Namid - podem decidir pela extinção da raça humana. De toda a raça humana.
Magistral a forma como Anne Bishop coloca os humanos do lado de lá da extinção. Somos nós, o comum dos humanos, que está em risco de extinção e não os animais - Os Outros - que co-habitam connosco. Em Namid, somos nós que temos de nos adaptar ao meio ambiente e não o contrário.
Terminado este volume resta-me apenas esperar que o quarto volume chegue muito rapidamente. Ficaram muitas perguntas sem resposta e quero saber, entre outras coisas, se Hope e Jean conseguem vencer o medo dos estímulos e se o casamento de Kowalski e Ruthie decorre sem problemas.
Bem sei, bem sei que tenho de ter paciência e com certeza que tenho imensos livros para ler. Mas... Anne Bishop tem primazia sobre todos os outros e saber que há um livro dela que ainda não li é coisa para me fazer roer as unhas.
Publicado em 14 Julho 2016

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