Os 200 Melhores Percursos de Trekking em Portugal na Rádio Renascença

Portugal tem centenas de quilómetros de trilhos, alguns já fazem parte dos roteiros turísticos. Miguel Judas andou pelo país e criou um guia essencial para o caminhante.

Descobrir Portugal passa a passo pode ser um bom plano para umas férias diferentes, longe da confusão. Miguel Judas percorreu o país e escreveu um guia com os 200 trilhos mais belos.

Na costa, por serras, parques naturais, passadiços, cascatas, aldeias históricas, as caminhadas mostram a outra face do país, ainda pouco explorado e que já é um negócio sustentável.

Portugal tem centenas de quilómetros de rotas. Só a Costa Vicentina tem 450 quilómetros e, segundo a revista de luxo “Condé Nast Traveller”, está no top seis dos trilhos mais bonitos.

Costa Vicentina. Foto: Miguel Judas

Dunas e falésias são comuns nestes trilhos, que terminam muitas vezes em praias, pelo “trilho dos pescadores”.

Miguel Judas, que já tem quilómetros de caminhadas nos pés, deixa duas sugestões: Almograve/Odeceixe e Almograve/Barragem de Santa Clara. Também há caminhos no interior alentejano que não desiludem.

Caminhar dá dinheiro

Se no resto do país, são normalmente as autarquias ou outras entidades públicas que gerem as rotas, na Rota Vicentina já são os privados que controlam os trilhos, “é um projecto privado de operadores turísticos”.

Aqui não faltam apoios para quem anda a pé, acrescenta Miguel Judas. Há toda uma “logística garantida, por estes operadores, desde o transporte das bagagens, a apanhar as pessoas no final de cada etapa e levá-las para os alojamentos, até à marcação dos restaurantes.”

Esta logística acabou por atrair para a região mais praticantes de “trekking”, iniciados e curiosos. Hoje “é um sucesso”, diz Miguel Judas, “porque no fundo criaram-se duas novas épocas altas no litoral alentejano, que é o Outono e a Primavera, com as caminhadas.”

Faial de costa a costa. Foto: Miguel Judas

Trilhos obrigatórios

Na internet é possível descarregar percursos e segui-los no terreno com ajuda de um dispositivo electrónico. Mas é mais fácil seguir trilhos já assinalados. Miguel Judas reuniu os 200 melhores em livro e, à Renascença, destaca alguns que considera obrigatórios. Em comum têm o facto de serem de curta distância e revelarem paisagens lindas do país.

• A Rota dos Fósseis, em Idanha-a-Nova, na aldeia Penha Garcia, um percurso de 3Km para toda a família.

• Os passadiços do Paiva, que já têm lista de espera, é preciso reservar.

• O percurso das Fisgas de Ermelo, em Vila Real, o nome é dado pela cascata enorme que existe no percurso, uma das maiores quedas de água da Europa

• O percurso dos Sete Vales Suspensos, em Lagoa, são 5km, da Praia de Vale Centianes à Praia da Marinha, na costa algarvia.

• A Rota da Garganta do Loriga, em Seia, na Serra da Estrela, no Vale Glaciar.

• A Rota das Aldeias, na Serra da lousã, liga várias aldeias de xisto.

• A rota do Pico Ruivo, atravessa as cordilheiras da Madeira.

• O Faial, costa a costa, nos Açores.

• A Grande Rota de Santa Maria, nos Açores.

• Para quem quiser descobrir o Algarve profundo, o conselho é explorar a via Algarviana. São mais de 300 quilómetros, “une todo o Algarve pela serra, mostra um outro Algarve”, segundo Miguel Judas, “cruza o algarve de este a oeste, sempre a andar”. 

Publicado em 6 Outubro 2017

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