As Brumas de Avalon - A Senhora da Magia
Marion Zimmer Bradley
Chancela: Saida de Emergência
Coleção: BANG
Saga/Série: As Brumas de Avalon
Nº: 1
Data 1ª Edição: 03/02/2012
ISBN: 9789896373986
Nº de Páginas: 304
Dimensões: [160x230]mm
Encadernação: Capa Mole
Preço Capa: 16,90 €
Preço Final: 15,21 €
Poupa: 1,69 € (-10%)
Portes Grátis para Portugal
Disponibilidade Imediata
Sinopse
O clássico As Brumas de Avalon regressa ao mercado português para dar a conhecer a uma nova geração esta história mágica e intemporal centrada nas mulheres que, por detrás do trono de Camelot, foram as verdadeiras detentoras do poder.
Morgaine é ainda uma criança quando testemunha a ascensão de Uther Pendragon ao trono de Camelot. Uther deseja Igraine, a mãe de Morgaine, presa a um casamento infeliz com Gorlois. Mas há forças
maiores que estão em curso e que se preparam para mudar as suas vidas para sempre. Através da sua sacerdotisa Viviane, Avalon conspira para unir Uther a Igraine e dessa aliança nascerá Arthur, a criança
que salvará as Ilhas. Morgaine, dotada com a Visão, é levada por Viviane para Avalon onde irá receber treino como sacerdotisa da Deusa Mãe. É então que assiste ao despertar das tensões entre o velho mundo pagão e a nova religião cristã. O que Morgaine desconhece é que o destino irá armar-lhe uma cilada e pô-la, de novo, no caminho do meio-irmão Arthur da forma que menos espera…
Morgaine é ainda uma criança quando testemunha a ascensão de Uther Pendragon ao trono de Camelot. Uther deseja Igraine, a mãe de Morgaine, presa a um casamento infeliz com Gorlois. Mas há forças
maiores que estão em curso e que se preparam para mudar as suas vidas para sempre. Através da sua sacerdotisa Viviane, Avalon conspira para unir Uther a Igraine e dessa aliança nascerá Arthur, a criança
que salvará as Ilhas. Morgaine, dotada com a Visão, é levada por Viviane para Avalon onde irá receber treino como sacerdotisa da Deusa Mãe. É então que assiste ao despertar das tensões entre o velho mundo pagão e a nova religião cristã. O que Morgaine desconhece é que o destino irá armar-lhe uma cilada e pô-la, de novo, no caminho do meio-irmão Arthur da forma que menos espera…











Hum... sou só eu ou esta obra é um pouco anti-Cristo? Eu não posso falar muito porque sou ateu (ateia?) e apesar de Merlim e Viviane defenderem que todos os Deuses são um e respeitarem, toda a obra anda em volta de religião, tanto a de Avalon (Deusa) como a cristã (Deus). Juntando esta percentagem enorme com a outra restante de costumes - como por exemplo, juntar uma sacerdotisa virgem ao O-dos-Chifres numa cama sem se verem/conhecerem para terem relações... e ainda por cima quem organizou este "encontro" saber que são irmãos, transformou a obra não só desinteressante como repugnante.
Peço desculpa por ser tão directa, mas ao ler esta ultima cena o sentimento que tive foi mesmo esse. Talvez seja um adjectivo forte demais, mas não encontro outro mais próprio.
O que acontece, é que tudo nesta obra é tudo tão intenso desde o inicio que levamos todos os acontecimentos a níveis mais altos do que deveríamos. E aqui assumo que sou culpada... Tudo o que esta obra me fez sentir - desde irritação, a admiração, a deslumbramento e até essa repugnância - foi tudo muito forte, porque, e aqui tenho que dar o braço a torcer, Marion sabe mesmo o quer e mete tudo no papel de forma a que o leitor não leia mas viva! Ora bem, aqui está o meu problema, visto que eu não gosto nem de rezar, nem de ter relações com desconhecidos, nem assistir a sacrifícios tanto animais como humanos. E estes pontos são tão numerosos que mesmo com o meu gosto por magia, pela natureza e pureza desta, como o meu deslumbramento pelas paisagens de Avalon, não compensam as emoções negativas, que foi o que acabou por me marcar.
Outra explicação para este "descontentamento" em relação à obra poderá ser o facto de já ter lido o segundo volume. Este último, que tem uma carga maior de religiosidade, é um pouco mais fácil de ler e acabou por me dar uma imagem muito errada de Morgaine, que aqui em A Senhora da Magia acaba por melhorar um pouco.
Resumindo, a minha opinião ainda está um pouco quente, por isso, com o tempo ou até com algumas opiniões de fãs de MZB talvez arrefeça e até melhore, mas por enquanto continuo a dizer que é tudo demasiado cru e medieval para mim..."
Mas mesmo não sendo o meu estilo de romance, pois não aprecio obras de ficção que contenha magias e afins, houve aqui neste excelente site, duas ilustres e prezadas livrianas que me entusiasmaram com o seu entusiasmo e amor pela obra e, vai daí, lá resolvi meter olhos e cérebro à obra e li, de uma assentada, os 4 volumes.
Primeiro há que salientar a visão que Bradley imprime ao mito. Uma visão feminista, ou seja, toda a história é nos narrada tendo como principais protagonistas as mulheres que compunham a corte do Rei-Supremo. São elas que compõem o ramalhete, são elas que jogam no tabuleiro do poder e no destino da Grã-Bretanha. Igraine, mãe de Artur, Morgaine, a meia-irmã e amante por uma noite de Artur; Gwenhwyfar, mulher de Artur e amante de Lencelet; Viviane, a Senhora do Lago, mãe de Lencelet: Morgause, irmã de Igraine e Viviane, filhas de Taliesin. São estas as principais estrelas e são elas que fazem girar toda a história. Só por este facto o livro começou-me logo a interessar, pois aqui a expressão masculina é quase nula, raramente se sente a barbárie daqueles tempos, os relatos dos combates são inexistentes e tudo parece ser um mar de rosas, cheio de paz e tranquilidade.
Assente nas lendas celtas, nos mistérios obscuros e tradições sagradas que Avalon era a guardiã, Bradley constrói um cenário que tem de tudo no que respeita à lenda arturiana: O Rei Artur; Lencelet; a Távola redonda e os doze cavaleiros que a compunham; Gwenhwyfar; Morgaine; Taliesin o "Merlim"; Camelot; magia por todo o lado; Excalibur; inclusive os episódios de Tristão e Isolda e o atirar a espada Excalibur ao lago são aqui abordados; e sobretudo a doce inocência. Nesta obra todos são inocentes, até aqueles que são fanaticamente religiosos, que cometem continuamente adultério, incesto, sexo em grupo, assassinatos, são sempre inocentes.
No entanto e na minha opinião, a autora tentou fazer da luta das religiões o principal protagonista da obra. Em toda o romance é facilmente perceptível que o mal é o cristianismo que, de início ao fim, tenta-se impor ao paganismo. Bradley insiste continuamente nesta luta, repete a fórmula até à exaustão, as mesmas questões são levantadas n vezes, torna assim a obra algo enfadonha, pelo menos nesse sentido. Claro que sabemos que o cristianismo venceu as crenças pagãs, inclusivamente sobressai as influências que os cultos pagãos tiveram e têm nas tradições cristãs, mas o certo é que Bradleu exagera nessa insistência.
Quanto às personagens: Artur é um homem que promete fidelidade a Avalon e que por influência da diabólica/pura/inocente Gwenhwyfar, se vira completamente do avesso para o cristianismo, transformando-se num homem algo bucólico, fraco. Lencelet, um garanhão parte-corações, jura fidelidade a Artur mas passa a vida na cama de Gwenhwyfar. Gwenhwyfar, educada num convento muito casto, vê-se casada com Artur, no entanto quanto melhor Artur a trata, mais ela suspira por Lencelet e por uma gravidez de qualquer um deles. Morgaine, educada em Avalon e sacerdotisa com 18 anos, logo possuidora de conhecimentos superiores, passa a maior parte da sua vida como açafata de Gwenhwyfar, no entanto tem a visão sagrada mas apenas abraça o seu destino já perto da velhice. E dos restantes personagens nem vou falar porque, quanto a mim, estes são os principais.
Mas não se julgue que não gostei da obra. Li os 4 volumes em 3 semanas, fiquei deliciado com a história, no entanto não posso deixar de criticar o que não apreciei (acima descrito) e principalmente o pouco realismo Histórico da obra, pelo menos no que toca a acção e também no que toca às relações entre as pessoas, são todos sempre muito amigos, muito justos, parece que apenas existe pessoas nos castelos, o povo raramente é mencionado.
No que respeita às descrições dos locais e dos usos e costumes da época e embora também não seja um profundo conhecedor, pareceu-me correcta, embora também me tivesse parecido que existem algumas incongruências temporais entre a época descrita e alguns dos povos e lugares abordados, no entanto, não é nada que tenha grande relevância.
A exaustiva luta entre as religiões também me pareceu de acordo com a História, embora Bradley tenha abusado. Achei curioso as farpas que ela atira ao cristianismo.
Em suma, uma obra muito agradável, que se lê num ápice, com uma escrita fluida, detalhes e curiosidades históricas excelentes, contendo todos os condimentos necessários para o sucesso: Sexo, luxúria, religião, magia, guerras, jogos políticos, interesses, estratégia, enfim, se não fosse alguns excessos que tornam a obra algo repetitiva e previsível, poderia considerá-lo como uma Grande Obra, algo que e na minha modesta opinião, não é.
Publicada por NLivros em 06 Outubro 2007 em: http://nlivros.blogspot.pt/2007/10/brumas-de-avalon-as-marion-zimmer.html"